literatura; literatura comparada; estudos literários; obra literária; teoria literária; literature; comparative literature; cultural studies

Submissões

O cadastro no sistema e posterior acesso, por meio de login e senha, são obrigatórios para a submissão de trabalhos, bem como para acompanhar o processo editorial em curso. Acesso em uma conta existente ou Registrar uma nova conta.

Condições para submissão

Como parte do processo de submissão, os autores são obrigados a verificar a conformidade da submissão em relação a todos os itens listados a seguir. As submissões que não estiverem de acordo com as normas serão devolvidas aos autores.
  • A contribuição é original e inédita, e não está sendo avaliada para publicação por outra revista; caso contrário, deve-se justificar em "Comentários ao editor".
  • O texto submetido atende a todas as exigências descritas nas Diretrizes para Autores da revista.
  • O texto submetido atende às diretrizes do Código de Conduta e Boas Práticas do COPE (Committee on Publication Ethics): texto do Código em inglês ou sua tradução para o português.
  • O autor ou os autores estão cadastrados na página da Aletria: Revista de Estudos de Literatura e preencheram, em seus perfis e nos metadados da submissão, os itens solicitados, principalmente a filiação, titulação e a ID na base ORCID (https://orcid.org/register).
  • O arquivo da submissão está em formato Microsoft Word, OpenOffice ou RTF.

Diretrizes para Autores

Código de Conduta e Boas Práticas

A revista Aletria segue as diretrizes do Código de Conduta e Boas Práticas do COPE (Committee on Publication Ethics) e as submissões devem atender a essas diretrizes. Para conhecimento do Código consulte o texto original em inglês ou sua tradução para o português.

Normas para submissão

Atualizado em junho de 2019.

A revista Aletria aceita trabalhos inéditos em sua especialidade: artigos sobre estudos literários e culturais; resenhas de obras literárias e científicas na área de literatura e teoria literária publicadas no ano corrente ou anterior. A pertinência da submissão de trabalhos como entrevista e tradução será avaliada pelos editores. Obs.: não serão aceitos capítulos de dissertações ou teses em que essa condição possa ser constatada no texto.

Ao submeter trabalhos à revista Aletria, os autores devem estar atentos às diretrizes abaixo, cuja observância será considerada na avaliação dos textos. Caso tenha alguma dúvida, o autor deve entrar em contato com o Setor de Publicações da FALE/UFMG, através do endereço periodicosfaleufmg@gmail.com, não se esquecendo de informar o nome da revista Aletria no assunto da mensagem.

Submissão

1. Para os dossiês temáticos serão aceitos artigos submetidos até os prazos determinados em suas chamadas. Para as seções “Varia”, “Resenha” e “Entrevista” serão aceitos trabalhos em fluxo contínuo.
2. A revista publica trabalhos de autores doutores, que poderão ainda submeter trabalhos em coautoria com doutorandos.
3. Cada autor ou conjunto de autores pode submeter apenas um texto por número da revista e, tendo tido um texto publicado, só poderá voltar a submeter após o interstício de quatro números.
4. O autor ou conjunto de autores não poderá submeter à avaliação o mesmo artigo, simultaneamente, a mais de um dossiê ou a um dossiê e à Varia. Nesse caso os artigos serão rejeitados.
5. Serão aceitos trabalhos em portuguêsespanholinglês ou francês.
6. É obrigatório o cadastro de todos o autores no sistema da revista. Em caso de coautoria, todos os autores devem ser incluídos nos metadados da submissão pelo autor que submeter o texto.
7. É obrigatórioo registro, nos metadados da submissão, da instituição de ensino a que os autores estão vinculados e de sua titulação (em "Resumo da Biografia").
8. É igualmente obrigatório o registro, nos metadados da submissão, da ID na base ORCID (https://orcid.org/) de todos os autores, no seguinte formato: http://orcid.org/0000-0000-0000-0000 (Obs.: deve-se remover o s de https:// da ID fornecida pela base).
9. O material deverá vir devidamente revisado pelo autor. A Comissão Editorial, entretanto, reserva-se o direito de fazer nova revisão e de fazer as necessárias alterações no trabalho.
10. Os documentos suplementares devem ser enviados no passo 4 da submissão – “Transferência de documentos suplementares”. São documentos suplementares imagens, autorizações para reprodução de imagens, lista completa de referências etc.
11. O trabalho, original e inédito, não deve ser submetido a outra publicação concomitantemente.
12. É obrigatória a referência em caso de reflexões, conclusões ou traduções da mesma autoria já publicadas em outros veículos, incorrendo em autoplágio na falta do devido registro. A política editorial, nestes casos, é de recusa do trabalho submetido. 

ATENÇÃO: Os autores devem conferir se o endereço de e-mail registrado em seu perfil está atualizado, para que recebam as notificações do sistema. Devem também ficar atentos às suas caixas de spam.

Autoria e afiliação

1. O trabalho deve ser enviado anonimamente, sem quaisquer referências que possam identificar o(s) autor(es).
2. Trabalhos citados que sejam de autoria do(s) autor(es) do texto submetido devem ter sua referência e notas de referência substituídas por XXX seguido do ano, para posterior identificação. As referências completas devem ser enviadas em documento suplementar (vide item 6 da seção “Submissão”).
3. As informações sobre a afiliação dos autores, incluindo instituição de origem, cidade, estado e país, devem ser fornecidas apenas no formulário de submissão.

Artigos

1. Os artigos devem ter de 7.000 a 8.000 palavras em papel tamanho A4, fonte Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento simples. O número total de palavras deve incluir o texto e peritextos, ou seja, incluir os títulos, os resumos e palavras-chave (nos dois idiomas), as referências bibliográficas, notas de rodapé etc.
2. Formato dos arquivos: Os arquivos devem ter extensão .doc, .docx ou .rtf.
3. Os originais devem, obrigatoriamente, conter:

a)
 Título na língua do texto;
b) Título em inglês (textos redigidos em inglês devem conter, além do título na língua do texto, sua tradução para o português);
c) Resumo na língua do texto, contendo entre 100 e 150 palavras;
d) Abstract (textos redigidos em inglês devem conter, além do abstract, resumo em português);
e) Palavras-chave na língua do texto limitadas a 6 (seis). Palavras-chave são ferramentas que facilitam a localização do trabalho em bases de indexação e em sites de busca. Por essa razão, devem ser representativas do conteúdo do artigo; não ser abrangentes demais, remetendo a todo um campo (ex.: “literatura”), nem específicas demais a ponto de nenhum leitor pensar em buscá-las. Devem ser objetivas, sucintas e não oracionais. Recomendamos incluir o autor ou obra estudada.
f) Keywords (textos redigidos em inglês devem conter, além de keywords, palavras-chave em português);
g) Referências, no formato da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), em lista ao final do texto (vide seção “Referências”). Só devem ser incluídos trabalhos efetivamente citados no texto.

Resenhas

As resenhas devem ter de 1.200 a 1.400 palavras em papel tamanho A4, fonte Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento simples. O número total de palavras deve incluir o texto e peritextos, ou seja, incluir os títulos, os resumos e palavras-chave (nos dois idiomas), as referências bibliográficas, notas de rodapé etc.
2. Extensão dos arquivos: Os arquivos devem ter extensão .doc, .docx ou .rtf.
3. As resenhas devem, obrigatoriamente, conter:

a) 
Título, que corresponde à referência da obra resenhada no formato ABNT;
b) Referências, em formato ABNT, em lista ao final do texto (vide seção “Referências”), caso haja citações. Só devem ser incluídas nas referências obras efetivamente citadas.

Entrevistas

1. As entrevistas devem ter de 2.000 a 4.000 palavras e ser redigidas em papel tamanho A4, fonte Times New Roman, tamanho 12 e espaçamento simples.
2. Formato dos arquivos: Os arquivos devem ter extensão .doc, .docx ou .rtf.
3. Os originais devem, obrigatoriamente, conter:

a) 
Título na língua do texto;
b) Parágrafo introdutório apresentando o entrevistado e a circunstância da entrevista;
c) Referências, no formato ABNT, em lista ao final do texto (vide seção “Referências”), caso haja citações. Só devem ser incluídos trabalhos efetivamente citados no texto.


Epígrafe, agradecimentos e dedicatória

1. A epígrafe, caso haja, deve ser inserida logo antes do texto, após as keywords.
2. Caso haja agradecimentos ou dedicatórias, devem figurar em nota de rodapé ou após o texto (antes das referências), em seção própria intitulada “Agradecimentos” ou “Dedicatória”.

Ilustrações

1. As figuras, gráficos e tabelas deverão vir acompanhados de títulos numerados e fonte (quando não forem originais do trabalho). O título deve vir acima e a fonte abaixo da ilustração, no formato ABNT (NBR 6022, 2018).
2. As ilustrações deverão estar em boa resolução.
3. Serão aceitas, no máximo, 3 (três) ilustração por artigo.
4. As imagens deverão ter autorização de uso, que deve ser anexada como documento suplementar no passo 4 do processo de submissão.

Citações e notas

1. As citações devem seguir o formato ABNT (NBR 10520, 2002), cujas diretrizes básicas são as seguintes:

a) 
As citações de até 3 (três) linhas deverão vir entre aspas na sequência do texto.
b) As citações de mais de 3 (três) linhas deverão vir em parágrafo à parte, recuado a 4 cm da margem esquerda, em tamanho 10.

2. 
Citações em língua estrangeira deverão ser traduzidas, inserindo-se o texto original em rodapé. O autor das traduções deve ser informado após a indicação da página da citação, conforme as orientações da NBR 10520 (2002).
3. Intervenções (alterações, inclusões) do autor na citação direta devem ser indicadas por colchetes (vide exemplo da alínea c do item 6).
4. Supressões nas citações diretas devem ser indicadas por reticências entre colchetes: [...].
5. As expressões idemibidemop. cit. loc. cit. não devem ser usadas.
6. Notas de referência: são notas que indicam as fontes das obras citadas ou remetem a outros pontos do próprio texto. Deve-se seguir o sistema autor-data da ABNT (NBR 10520, 2002), cujas orientações básicas são:

a) Citação indireta precedida de menção ao autor: O sobrenome do autor deve vir em caixa alta-baixa seguido do ano entre parênteses (a indicação da página é opcional):

  • Segundo Elia (1979), a Bopp lançou as bases para a identificação do parentesco entre línguas.

b) Citação indireta sem prévia menção ao autor: Sobrenome do autor em caixa alta e ano devem vir entre parênteses após a citação. A indicação da página é opcional.

  • Sabe-se hoje que não é possível sustentar a tese de que o latim vulgar tenha sido homogêneo (ELIA, 1979, p. 42).

c) Citação direta precedida de menção ao autor: O sobrenome do autor deve vir em caixa alta-baixa seguido do ano e da página entre parênteses:

  • Como lembra Elia (1979, p. 5), “[u]m dos mais importantes resultados do método foi a classificação genealógica das línguas, segundo a qual um grupo de línguas é reconduzido ao antepassado comum [...] do qual aquelas são fases ou diferenciações.”

d) Citação direta sem prévia menção ao autor: Sobrenome do autor em caixa alta, ano e página devem vir entre parênteses, após a citação:

  • São chamados de superestratos “[a]s línguas de povos conquistadores que influenciam a língua de povos conquistados sem contudo absorvê-la”  (ELIA, 1979, p. 110).

7. Notas de rodapé: As notas de rodapé devem ser reservadas a conteúdo explicativo e à versão original de citações traduzidas.

Referências

1. As referências deverão aparecer completas, à exceção das obras de autoria do(s) autor(es) do trabalho (vide item 2 da seção “Autoria e afiliação”), organizadas em ordem alfabética de sobrenome de autor, em seção intitulada “Referências”, ao final do texto.
2. As referências deverão seguir as normas da ABNT (NBR 6023, 2018).

a) Livro:
 SOBRENOME DO AUTOR, Nome do Autor. Título. Tradutor. edição (a partir da segunda). Local (cidade) de Publicação: Editora, ano. (Coleção, volume da coleção).

Ex.)

  • Versão impressa: BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e politica: ensaios sobre literatura e história da cultura. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. 7. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. (Obras Escolhidas, 1).
  • Versão digital: PEREIRA, Maria Antonieta; REIS, Eliana Lourenço de L. Reis (org.). Literatura e estudos culturais. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2000. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e-livros/Literatura%20e%20Estudos%20Culturais.pdf. Acesso em: 31 maio 2019.

b) Capítulo de livro: SOBRENOME DO AUTOR, Nome do Autor. Título do capítulo. In: SOBRENOME DO ORGANIZADOR, Nome do Organizador (org.). Título do livro. edição (a partir da segunda). Local (cidade) de Publicação: Editora, ano. página inicial e final do capítulo. (Coleção, volume da coleção)

Ex.)

  • Versão impressa: CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CANDIDO, Antonio. Vários escritos. 5. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011. p. 171-193.
  • Versão digital: RAVETTI, Graciela. O corpo na letra: o transgênero performático. In: CARREIRA, André Luiz Antunes N. et al. (org.). Mediações performáticas latino-americanas. Belo Horizonte: FALE/UFMG, 2003. p. 81-90. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/site/e-livros/Media%C3%A7%C3%B5es%20Perfom%C3%A1ticas%20Latino%20Americanas.pdf. Acesso em: 01 jun. 2019.

c) Artigo de periódico: SOBRENOME DO AUTOR, Nome do Autor. Título do artigo. Título do Periódico, local (cidade) da publicação, volume, número, páginas inicial e final do artigo, mês e ano da publicação.

Ex.)

  • Versão impressa: NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Tradução de Yara Aun Khoury. Projeto História, São Paulo, v. 10, p. 7-28, dez. 1993.
  • Versão digital: OTTE, Georg. Hermetismo e provocação: sobre “A tarefa do tradutor”, de Walter Benjamin. Aletria, Belo Horizonte, v. 25, n. 2, p. 209-224, 2005. DOI: http://dx.doi.org/10.17851/2317-2096.25.2.209-224. Disponível em: http://www.periodicos.letras.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/8753/8632. Acesso em: 03 jun. 2019.

d) Monografias, dissertações, teses: SOBRENOME DO AUTOR, Nome do Autor. Título do trabalho. Orientador: Nome do Orientador. Ano da defesa. Número de folhas. Tipo de trabalho (Titulação) – Faculdade, Instituição, Cidade, ano de publicação.

Ex.)

  • Versão impressa: ÁVILA, Myriam Corrêa de Araújo. Alice through Macunaima’s looking-glass. Orientadora: Cleusa Vieira Aguiar. 1986. 104 f. Dissertação (Mestrado em Inglês – Literatura) – Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1986.
  • Versão digital: AUAD, Pedro Henrique Trindade Kalil. Teoria da literatura e teoria do cinema: a crise e o fantasma. Orientadora: Leda Maria Martins. 2014. 252 f. Tese (Doutorado em Teoria da Literatura e Literatura Comparada) – Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2014. Disponível em: http://hdl.handle.net/1843/ECAP-9KDKE6. Acesso em: 30 maio 2019.

f) Para todos os demais casos, consultar a NBR 6023 (2018).

3.     
Os hiperlinks podem ser mantidos ativos.
4.     Não se devem usar traços para substituir repetições de nomes de autores.

 

 

Dossiê: Romantismo e Classicismo: atualidades de uma velha batalha

Aletria v. 32, n. 2 (abr.-jun. 2022) – Dossiê “Romantismo e Classicismo: atualidades de uma velha batalha”

Prazo para submissão: 3 de dezembro de 2021.

Organizadores: Andréa Sirihal Werkema (UERJ), Daniel Lago Monteiro (Unicamp), Maria Juliana Gambogi Teixeira (UFMG).

 

À primeira vista, as polêmicas e discórdias entre hostes românticas e clássicas não têm mais lugar na cena contemporânea. Mesmo as definições de clássico e de romântico como opostos naturais perderam um tanto de sua força, já que tal oposição deixou de fazer sentido no dia a dia de uma literatura que se voltou para outros problemas ditos mais urgentes. Ou seja, afora o campo dos especialistas, tem-se por plenamente assente a identidade dos dois contendores da antiga disputa, assim como já bem demarcado o seu vencedor. Os românticos teriam ganhado a briga e, ao ganhá-la, fundaram a ideia moderna de literatura. Mas se a ganharam, será para, logo a seguir, perdê-la para seus herdeiros imediatos que, recusando a herança, dispõem seus antecessores em lugar bem próximo àquele que estes haviam outorgado aos clássicos: literatura ultrapassada, datada.

De todo modo,  uma compreensão mínima do imenso legado clássico – em toda a sua diversidade e complexidade – na literatura ocidental é pré-requisito para qualquer estudo que se faça no campo literário, assim como o entendimento da quebra, ou da revolução romântica se faz caminho obrigatório para entender formas, aberturas e a transformação incessante dos gêneros literários modernos. Mesmo a oposição clássico x romântico tem que ser revista de maneira incessante, já que se sustenta muitas vezes apenas de maneira didática, histórica ou metodológica, sendo que a verdade textual pode nos contar outra história.

Este número da Aletria; Revista de Estudos de Literatura acolherá estudos sobre o debate entre românticos e clássicos, assim como trabalhos voltados para as variadas formas de criação literária abrigadas sob o guarda-chuva do classicismo (literaturas clássicas e medievais, renascentistas, barrocas, árcades e/ou coloniais) em interlocução com os problemas fundados a partir da assunção da literatura moderna pelo romantismo, independentemente de recortes de matriz linguística ou de gênero. Serão bem-vindos também estudos que se concentrem em autores que exploraram teoricamente as tensões e diferenças entre o sistema beletrista e o sistema literário moderno e que buscaram, a partir daí, construir sistemas interpretativos capazes de enfrentar ou redimensionar o anacronismo e o relativismo das concepções mais assentes do campo literário atual.

Dossiê: O Mito literário de Paris

Prazo para submissão: 20 de janeiro de 2022.

Organizadores:
Márcia Arbex-Enrico (UFMG/CNPq), Eduardo Veras (UFTM), Aurélia Cervoni (Sorbonne Université), Andrea Schellino (Università Roma III)

De Louis-Sébastien Mercier a Aragon, passando por Balzac, Hugo, Gautier,  Eugène Sue, Baudelaire, Rimbaud, Apollinaire, Breton, Paris ocupa um lugar privilegiado no imaginário de artistas, poetas e escritores. O mito de Paris, tal como foi teorizado por Walter Benjamin, desenvolve-se na primeira metade do século XIX, apoiado na historiografia revolucionária de 1830 e de 1848, e na literatura popular e comercial, impulsionada pela emergência da imprensa de grande tiragem. Paris, seus monumentos, suas ruelas pitorescas e seus grandes bulevares tornam-se o cenário, até mesmo a personagem, de uma série de obras, em particular folhetinescas. O interesse

dos “fisiólogos”, ainda segundo Benjamin, desloca-se, em dado momento, para os “tipos parisienses”.

O mito de Paris participa do surgimento de novas formas literárias e artísticas. Sensível à dimensão épica da vida urbana, Baudelaire intitula a seção final do Salão de 1846 “Do heroísmo da vida moderna”: “A vida parisiense é fecunda em temas poéticos e maravilhosos. O maravilhoso nos envolve e nos sacia como a atmosfera; mas não o vemos”, escreve o futuro autor do Spleen de Paris. Como em Balzac, a “a eleição da vida urbana à qualidade de mito”, de acordo com as palavras de Roger Caillois, reflete a adesão de Baudelaire à modernidade,  que passa por uma transfiguração do presente. Se o mito literário, como explica Pierre Brunel (1988), se define por seu dinamismo, pelo movimento incessante de retomadas interpretativas e criação de novos mitemas, a proposta de pensar o mito literário de Paris nos convida a examinar as particularidades da relação de cada escritor com a cidade e seu imaginário, com foco muito mais nas variantes literárias que na imobilidade do mito.

Este número da Aletria: Revista de Estudos de Literatura acolherá artigos que discutam: 

  • a construção mítica da cidade de Paris pela literatura e pelas artes; o papel da fotografia e do cinema na formação da mitologia parisiense;
  • o pitoresco e o onirismo parisiense; o flâneur parisiense de hoje e de outrora;
  • as transformações urbanas e a cidade como local de memória; as destruições de Paris; as reconstruções utópicas de Paris;
  • a cidade como palco de revoltas, revoluções, levantes; a epopeia urbana;
  • a cidade como fenômeno da modernidade;
  • a efervescência cultural de Paris; as vanguardas; Paris cidade-espetáculo; teatros, cafés etc.

a cidade como espaço das “luzes”, da cultura, do conhecimento: bibliotecas, museus, exposições universais etc.

Varia

A Aletria: Revista de Estudos de Literatura, recebe em fluxo continuo textos para seção "Varia", que acolhe trabalhos de tema livre dentro de seu foco e escopo.

Resenhas

Aletria: Revista de Estudos de Literatura recebe, em fluxo contínuo, resenhas de obras literárias e científicas na área de literatura e teoria literária, publicadas no ano corrente ou anterior.

Literaturas e Artes Negras em Diálogos Contínuos

CHAMADA: Aletria v. 32, n. 4 (out.-dez. 2022) – Literaturas e Artes Negras em Diálogos Contínuos

 Prazo para submissões: 31 de março de 2022.

 

Organizadores: Alcione Corrêa Alves (UFPI), Ana Lúcia Silva Souza (UFBA), Maria Anória de Jesus Oliveira (UNEB/Pós-Crítica) e Marcos Antônio Alexandre (UFMG/CNPq)

 

Os Estudos Literários desde sempre estiveram em diálogo com os Estudos Interartes, promovendo discussões e leituras interdisciplinares nas quais as produções textuais têm sido alvo de análises descritivas, interpretativas e teóricas que viabilizam encontros e colocam em diálogos áreas de saberes distintas.

 

O quarto número do v. 32 da Aletria: Revista de Estudos de Literatura (Pós-Lit/UFMG) propõe a realização de levantamento de reflexões e diálogos sobre as produções literárias e artísticas negras do Brasil, das nações de África e de suas diásporas. Para a composição do dossiê Literaturas e Artes Negras em Diálogos Contínuos serão bem-vindos trabalhos que enunciem questões analíticas c de textos literários, mas também que coloquem em discussão os campos de estudos da performance/teatro e das relações intermídias (cinema, hip hop, música, slam e demais).

Dossiê – Romantismo e Classicismo: atualidades de uma velha batalha

Aletria v. 32, n. 2 (abr.-jun. 2022) – Dossiê “Romantismo e Classicismo: atualidades de uma velha batalha”

Prazo para submissão: 29 de outubro de 2021.

Organizadores: Andréa Sirihal Werkema (UERJ), Daniel Lago Monteiro (Unicamp), Maria Juliana Gambogi Teixeira (UFMG).

 

À primeira vista, as polêmicas e discórdias entre hostes românticas e clássicas não têm mais lugar na cena contemporânea. Mesmo as definições de clássico e de romântico como opostos naturais perderam um tanto de sua força, já que tal oposição deixou de fazer sentido no dia a dia de uma literatura que se voltou para outros problemas ditos mais urgentes. Ou seja, afora o campo dos especialistas, tem-se por plenamente assente a identidade dos dois contendores da antiga disputa, assim como já bem demarcado o seu vencedor. Os românticos teriam ganhado a briga e, ao ganhá-la, fundaram a ideia moderna de literatura. Mas se a ganharam, será para, logo a seguir, perdê-la para seus herdeiros imediatos que, recusando a herança, dispõem seus antecessores em lugar bem próximo àquele que estes haviam outorgado aos clássicos: literatura ultrapassada, datada.

De todo modo,  uma compreensão mínima do imenso legado clássico – em toda a sua diversidade e complexidade – na literatura ocidental é pré-requisito para qualquer estudo que se faça no campo literário, assim como o entendimento da quebra, ou da revolução romântica se faz caminho obrigatório para entender formas, aberturas e a transformação incessante dos gêneros literários modernos. Mesmo a oposição clássico x romântico tem que ser revista de maneira incessante, já que se sustenta muitas vezes apenas de maneira didática, histórica ou metodológica, sendo que a verdade textual pode nos contar outra história.

Este número da Aletria; Revista de Estudos de Literatura acolherá estudos sobre o debate entre românticos e clássicos, assim como trabalhos voltados para as variadas formas de criação literária abrigadas sob o guarda-chuva do classicismo (literaturas clássicas e medievais, renascentistas, barrocas, árcades e/ou coloniais) em interlocução com os problemas fundados a partir da assunção da literatura moderna pelo romantismo, independentemente de recortes de matriz linguística ou de gênero. Serão bem-vindos também estudos que se concentrem em autores que exploraram teoricamente as tensões e diferenças entre o sistema beletrista e o sistema literário moderno e que buscaram, a partir daí, construir sistemas interpretativos capazes de enfrentar ou redimensionar o anacronismo e o relativismo das concepções mais assentes do campo literário atual.

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