Poesia, negritude e ilustração em “Rua Luanda”
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.59824Palavras-chave:
poesia brasileira, “Rua Luanda”, Edimilson de Almeida Pereira, Rubem FilhoResumo
O artigo analisa o diálogo intersemiótico entre o poema “Rua Luanda”, da obra homônima de Edimilson de Almeida Pereira, e a ilustração digital de Rubem Filho, considerando a articulação entre poesia, negritude, infância e imaginário. À luz de aportes teóricos da poesia contemporânea, dos estudos do livro ilustrado, da semiótica da imagem e do imaginário poético – Paz (2012), Jouve (2012, 2013), Hoek (2006), Lajolo; Zilberman (2004), Cosson (2021), Collot (2013), entre outros –, a análise investiga como palavra e imagem constroem, conjuntamente, um campo simbólico que mobiliza memória, ancestralidade e pertencimento. O estudo enfatiza o papel da paisagem como operador estético e afetivo, bem como a centralidade da oralidade, da nomeação e da tradição como elementos estruturantes da experiência poética. Ao recusar a hierarquia entre texto verbal e imagem, o artigo propõe uma leitura intersemiótica que reconhece a ilustração como instância autônoma de significação. Nessa chave, “Rua Luanda” e sua ilustração contribuem para a construção de subjetividades negras na infância, articulando estética, ética e imaginação crítica.
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