A poesia de Edimilson de Almeida Pereira e o teor testemunhal
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61580Palavras-chave:
Edimilson de Almeida Pereira, poesia afro-brasileira, teor testemunhal, memóriaResumo
O artigo considera a poesia de Edimilson de Almeida Pereira a partir do teor testemunhal, entendido aqui como prática estética e ética que confronta os apagamentos coloniais e reinscreve a memória afro-brasileira. Dialogando com Seligmann-Silva (2022) sobre desmontagem da historiografia, com Mbembe (2018; 2020) e sua crítica à necropolítica e com Fanon (2020) na denúncia do binarismo racial, a leitura evidencia como a poesia de Pereira elabora luto, resistência e ancestralidade. Apoia-se ainda em Hartman (2020; 2021) e Gagnebin (2009) para pensar as lacunas do arquivo e os rastros de memória, articulando o trauma da escravidão com o presente histórico e literário.
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