Prazer e cura
a escrita erótica de Carmen Faustino e a (auto)representação da mulher negra
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61607Palavras-chave:
escrita erótica, mulheres negras, (auto)representação, Estado de libido ou poesias de prazer e curaResumo
Na cena literária, seja na autoria ou no protagonismo, a presença de corpos femininos negros não ocorre com a mesma frequência ao compararmos com as mulheres brancas. Buscando traçar novas estratégias para ocupar espaços e criar narrativas de (auto)representação, mulheres negras estão explorando o caminho da escrita erótica, uma vez que o erotismo, como menciona Audre Lorde (2020), é uma potência transformadora responsável por fazer despertar o que há de mais íntimo e subjetivo. Para exemplificar essa questão e conhecer como essa escrita erótica vem sendo produzida, analisaremos duas poesias de Carmen Faustino, “Punany” e “Estado de libido”, presente no seu primeiro livro de autoria solo Estado de libido ou poesias de prazer e cura (2020). Esta leitura analítica almeja fortalecer a visibilidade das obras literárias produzidas por mulheres negras que, por meio do erotismo, estão ocupando a cena literária e criando novas formas de (auto)representação e apropriação de si.
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