Vulnerabilidade informacional e totalitarismo de engajamento

a desordem da informação nas redes sociais

Autores

Palavras-chave:

Desinformação, Informação, Vulnerabilidade, Totalitarismo de Engajamento

Resumo

Diante da velocidade de circulação de conteúdos no ecossistema digital, a desinformação desafia as garantias fundamentais e os arranjos de poder na sociedade contemporânea. O presente artigo analisa como as estratégias desinformativas fragilizam o direito ao acesso à informação, demonstrando como as plataformas digitais intensificam a vulnerabilidade informacional dos indivíduos. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, orientada por pesquisa bibliográfico-documental. A hipótese central assume que a desinformação atua como tecnologia de gestão biopolítica da atenção. Como resultado, propõe-se a categoria analítica original do “Totalitarismo de Engajamento”, evidenciando que as plataformas estruturam uma arquitetura de vulnerabilidade sistemática codificada, que instrumentaliza vieses afetivos e aprisiona o horizonte cognitivo dos usuários. Conclui-se que o Direito deve superar a ficção liberal do sujeito autônomo, migrando de uma postura reativa e contratual-formal para uma tutela jurídica preventiva e estrutural das arquiteturas de escolha digitais.

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Biografia do Autor

  • Alana Maria Passos Barreto, Universidade Federal de Sergipe

    Doutoranda em Sociologia e Mestra em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) com bolsa acadêmica pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Graduada em Direito pela Universidade Tiradentes (Unit) com especialização em Direito Digital.

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Publicado

2026-06-28

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Seção

Artigos

Como Citar

Vulnerabilidade informacional e totalitarismo de engajamento: a desordem da informação nas redes sociais. (2026). Algoritmos E Sociedade, 2(1), 1-24. https://periodicos.ufmg.br/index.php/algoritmosesociedade/article/view/65701

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