SEQÜELAS BUCAIS EM CRIANÇAS SUBMETIDAS À TERAPIA ANTINEOPLÁSICA: CAUSAS E DEFINIÇÃO DO PAPEL DO CIRURGIÃO DENTISTA

  • Daniela Goursand UFMG
  • Carolina Marques Borges UFSC
  • Karla Magalhães Alves UFMG
  • Alfa Maria Nascimento UFMG
  • Raquel Reis Winter UFMG
  • Laura Helena Pereira Machado Martins UFMG
  • Patrícia Maria Pereira de Araújo Zarzar UFMG
  • Saul Martins de Paiva UFMG

Resumo

Crianças imunossuprimidas, dentre elas as portadoras de câncer, requerem um acompanhamento odontológico integrado ao atendimento médico. Isso porque são portadoras de inúmeras condições bucais que surgem em decorrência da terapia antineoplásica. O objetivo do trabalho foi fazer uma revisão bibliográfica sobre as alterações bucais mais freqüentes em crianças com câncer e suas possíveis causas,
além de definir o papel do cirurgião dentista nesse processo. As seqüelas bucais mais freqüentes decorrentes do câncer em crianças são: xerostomia, mucosite, candidíase, cárie; todas decorrentes da radioterapia e/ou quimioterapia. A presença de um cirurgião dentista na equipe multidisciplinar que atende esses pacientes é de grande auxílio na prevenção e no controle das seqüelas bucais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Daniela Goursand, UFMG
Aluna do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, nível Mestrado, Área de Concentração Odontopediatria pela UFMG.
Carolina Marques Borges, UFSC
Aluna do Programa de Pós-Graduação em Odontologia, nível Mestrado, Área de Concentração Saúde Pública pela UFSC.
Karla Magalhães Alves, UFMG
Alunas do Curso de Aperfeiçoamento em Odontopediatria da UFMG.
Alfa Maria Nascimento, UFMG
Alunas do Curso de Aperfeiçoamento em Odontopediatria da UFMG.
Raquel Reis Winter, UFMG
Aluna do Curso de Aperfeiçoamento em Odontopediatria da UFMG.
Laura Helena Pereira Machado Martins, UFMG
Professor Adjunto do Departamento de Odontopediatria e Ortodontia da UFMG.
Patrícia Maria Pereira de Araújo Zarzar, UFMG
Professor Adjunto do Departamento de Odontopediatria e Ortodontia da UFMG.
Saul Martins de Paiva, UFMG
Professor Adjunto do Departamento de Odontopediatria e Ortodontia da UFMG.

Referências

1. Precioso VC, Esteves ARF, Souza AM, Dib LL . Complicações orais na
quimioterapia em oncologia pediátrica: o papel da odontologia
preventiva. Acta Oncol Bras 1994; 14: 147-152.
2. Lucas VS, Beighton D, Roberts GJ, Challacombe SJ. Changes in the oral streptococcal flora of children undergoing allogeneic bone marrow
transplantation. J Infect 1997; 35: 135-141.
3. Fleming P, Kinirons MJ. Study of the dental health of children in remission from acute lymphoblastic leukaemia in Northen. Community Dent Oral Epidemiol 1993; 21: 309-312.
4. Pajari U, Ollila P, Lanning M. Incidence of dental caries in children with acute lymphoblastic leukemia is relates to the therapy used. ASDC J Dent Child 1995, 62: 349-352.
5. Sepet E, Aytepe Z, Ozerkan AG, Yalman N, Guven Y, Anak S, Devecioglu O, Agaoglu L, Gedikoglu G. Acute lymphoblastic leukemia: dental health of children in maintenance therapy. J Clin Pediatr Dent 1998; 22: 257-260.
6. Santos VI, Anbinder AL, Cavalcante ASR. Leucemia no paciente pediátrico: atuação odontológica. Cienc Odontol Bras 2003; 6: 49-57.
7. Minicucci EM, Dib LL, Curi MM, Shinohara EH, Sêneda LM. Seqüelas
odontológicas do tratamento rádio e quimioterápico em crianças. Rev
Paul Pediatr 1994; 12: 258-263.
8. Caielli C, Martha PM, Dib LL. Seqüelas orais da radioterapia: atuação da odontologia na prevenção e tratamento. Rev Bras Cancerol 1995; 41: 231-241.
9. Dens F, Boogaerts M, Boute P, Declerck D, Demuynck H, Vinckier F. Cariesrelated salivary microorganisms and salivary flow rate in bone marrow recipients. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 1996; 81: 38-43.
10. Dahllöf G, Modéer T, Bolme P, Ringdén O, Heimdahl A. Oral health in children treated with bone marrow transplantation: a one-year follow-up. ASDC JDent Child 1988; 55:196-200.
11. Harrison JS, Dale RA, Haveman CW, Redding SW. Oral complications in radiation therapy. Gen Dent 2003; 51: 552-560.
12. Heimdahl A, Johson G, Danielsson KH, Lönnqvist B, Sundelin P, Ringden O. Oral conditions of pacients with leukemia and severe aplastic anemia:follow-up 1 year after bone marrow transplantation. Oral Surg Oral MedOral Pathol 1985; 60: 498-504.
13. Clarkson JE, Eden OB. Dental health in children with cancer. Arch Dis Child1998; 78: 560-561.
14. Jensen SB, Pedersen AM, Reibel J, Nauntofte B. Xerostomia and hypofunction of the salivary glands in cancer therapy. Support Care Cancer 2003; 11:207-225.
15. Caribé-Gomes F, Chimenos-Küstner E, López-López J, Finestres-Zubeldia F,Guix-Melcior B. Manejo odontológico de las complicaciones de La radioterapia y quimioterapia en el cáncer oral. Med Oral 2003; 8: 178-187.
16. Belfield PM, Dwyer AA. Oral complications of childhood câncer and its
treatment: current best practice. Eur J Cancer 2004; 40: 1035-1041.
17. Wiseman M. The treatment of oral problems in the palliative patient. J Can Dent Assoc 2006; 72: 453-458.
18. Barker GJ, Epstein JB, Williams KB, Raber-Durlacher JE. Current practice and knowledge of oral care for cancer patients: a survey of supportive health care providers. Support Care Cancer 2005; 13:32-41.
Publicado
2016-03-02
Como Citar
Goursand, D., Borges, C. M., Alves, K. M., Nascimento, A. M., Winter, R. R., Martins, L. H. P. M., Zarzar, P. M. P. de A., & Paiva, S. M. de. (2016). SEQÜELAS BUCAIS EM CRIANÇAS SUBMETIDAS À TERAPIA ANTINEOPLÁSICA: CAUSAS E DEFINIÇÃO DO PAPEL DO CIRURGIÃO DENTISTA. Arquivos Em Odontologia, 42(3). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/arquivosemodontologia/article/view/3402
Seção
Artigos