OS REGULAMENTOS PARA A CONSTRUÇÃO DOS EDIFÍCIOS ESCOLARES PÚBLICOS NO BRASIL: O EXEMPLO DO ESTADO DO PARANÁ NA PRIMEIRA METADE DO SÉCULO XX

Autores

Palavras-chave:

Arquitetura Escolar, História da Educação, Escola Primária

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar os regulamentos que orientaram a construção de edifícios para o público infantil das escolas primárias graduadas no Brasil, especificamente as localizadas no Estado do Paraná, entre os anos de 1901-1938. A problematização que proponho coloca a criança como o principal usuário dessa arquitetura que, no plano discursivo das regulamentações governamentais, foi organizada para abrigar, proteger e treinar futuros cidadãos e trabalhadores da jovem república brasileira. Os componentes analíticos adotados nesta pesquisa reforçam a importância de estudos sobre a arquitetura voltados para o universo escolar, os quais, por um lado, destacam que a gramática normativa adotada nos diversos regulamentos e demais documentos de construção de edifícios escolares, eram leituras específicas originárias do contexto adulto das autoridades políticas, educadores, médicos e higienistas na elaboração de medidas sobre a melhor forma de moldar a criança no espaço escolar. A escolha da primeira década do século XX para montar o cenário para esta pesquisa justifica-se por ter sido um período de franca expansão da arquitetura escolar brasileira. Em todo o país, houve um aumento na demanda por escolaridade e, consequentemente, a construção de novas escolas, o que causou a necessidade de revisar e preparar versões mais recentes dos regulamentos normativos voltados para a construção de edifícios escolares.

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Biografia do Autor

Marcus Levy Bencostta, 41-996150362

Professor Titular de História da Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), com Pós-doutorado pela École Nationale Supérieure d´Architecture de Versailles, França (2007-2008) e aperfeiçoamento em Arquitetura Escolar pela Université du Québec à Montréal (2004). É bacharel e licenciado em História pela Universidade Estadual de Campinas (1991), mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (1993) e doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (1999). Pesquisador do CNPq, editor-chefe da Educar em Revista (2002-2003 / 2013 -2014) e editor-adjunto (2015-2016l), Editor de Seção da Revista Brasileira de Educação (2016-2019), Coeditor da Revista Brasileira de Educação (2020-atual). Integra os conselhos editoriais da Revista de História da Educação (ASPHE), e Educação (PUC-RS). Eleito vice-diretor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Paraná, gestão 2014-2018, Coordenador do GT de História da Educação da ANPED, gestão 2011-2013 e Diretor da Regional Sul da Sociedade Brasileira de História da Educação, gestão 2011-2013. Foi bolsista pesquisador visitante do CNPq na Universidade do Estado de Santa Catarina (2011), Tel Aviv University, Israel (2011) e Hebrew University of Jerusalem, Israel (2015) . É membro da comissão de avaliação da Área Interdisciplinar da CAPES na Câmara II (Ciências Sociais e Aplicadas e Humanidades), tendo anteriormente participado da comissão de avaliação da Educação da CAPES. Integrante do Conselho Diretor da Agência de Inovação da UFPR. Coordenador Suplente do Comitê Assessor de Área - Ciências Humanas da Fundação Araucária (2014-2016) e atua como consultor ad hoc da FAPESC, FAPITEC, FAPESP, FAPERJ, FAPES, FAPEPI, Fundação Fullbright, SciELO - Scientific Electronic Library Online, Conseil International des Études Canadiennes, CAPES e CNPQ. Fundador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em História da Arquitetura Escolar (NEPHArqE) e do Núcleo de Estudos e Pesquisa em História da Educação e Modernidade (NEPHEM). Sócio fundador da Sociedade Brasileira de História da Educação, membership da Society of Architectural Historians e da Association Française des Historiens de l´´ Architecture e afiliado da Associação dos Amigos do Museu Oscar Niemeyer. Tem experiência de pesquisa na área de História, atuando principalmente nos seguintes temas: Arquitetura Escolar, Culturas Escolares, Fotografias Escolares, Colégios Confessionais.

Publicado

2021-04-26

Edição

Seção

Dossiê temático: Alfabetização e Letramento no Campo Educacional