INSÓLITO POTIGUAR
ANDANÇAS DO SERTÃO MÍTICO À AULA DE LITERATURA NUMA EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO DOCENTE
DOI:
https://doi.org/10.35699/edur.v41i41.47816Palavras-chave:
Conto fantástico, Letramento literário, Estágio docente, Literatura potiguarResumo
A operacionalização de elementos fantásticos em narrativas de ficção é recorrente em obras infanto-juvenis, sendo o conto fantástico um gênero literário indicado na BNCC. Este artigo discute a inserção do conto fantástico como objeto de ensino-aprendizagem na sala de aula tanto para impulsionar o letramento literário, considerando a produção literária local, quanto para qualificar a prática docente de língua portuguesa. Com base nessa perspectiva dialógica, o documento aborda o conto fantástico enquanto uma categoria estética e objeto de ensino-aprendizagem para formação literária, a partir de Calvino (2004), Paes (1985), Roas (2014), Todorov (2008), e discute a relevância na educação básica de se trabalhar autor/obra da realidade local da comunidade escolar. Em seguida, exemplifica com uma sequência didática para o sétimo ano do Ensino Fundamental. Proposta executada durante o estágio supervisionado docente, que, segundo Pimenta e Lima (2005/2006), se constitui como uma atividade de pesquisa e reflexão teoria-prática de modo a superar a imitação e instrumentalização técnica e fortalecer a autonomia e ação pedagógica do professor em formação no contexto de sua prática. Como principais resultados, destacam-se: (i) a recepção positiva e engajamento dos alunos nas atividades; (ii) a possibilidade docente de explorar diferentes aspectos do conto em diálogo com narrativas orais partilhadas socialmente; e (iii) a importância da valorização da literatura local no espaço escolar, entendendo-se a proximidade com o autor e o texto como vetores que podem contribuir para a formação estética e ética dos leitores e a prática docente em língua portuguesa.
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