RESÍDUOS SÓLIDOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA À LUZ DA EDUCAÇÃOAMBIENTAL CRÍTICA:

UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Lorrayne Isidoro Gonçalves Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos (LITEB) do Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9478-3146
  • Roberto José Gervásio Unger Universidade Federal do Rio de Janeiro. Centro de Ciências da Saúde. Escola de Enfermagem Anna Nery. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-1815-2585
  • Anna Cristina Calçada Carvalho Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos (LITEB) do Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-0128-942X

DOI:

https://doi.org/10.35699/edur.v42i42.54644

Palavras-chave:

educação ambiental crítica, resíduos sólidos, lixo, escola, revisão integrativa

Resumo

Analisou-se a produção acadêmica sobre o ensino de resíduos sólidos na educação básica
brasileira a partir de uma revisão integrativa das publicações entre 2018 e 2022. Foram consultados o
Portal de Periódicos da CAPES, o Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES, a Biblioteca Digital
Brasileira de Teses e Dissertações, o Google Acadêmico e os anais do Encontro Nacional de Pesquisa
em Educação em Ciências e do Congresso Nacional de Educação. As palavras-chave utilizadas para a
busca foram: “lixo”, “resíduos sólidos”, “educação”, “ensino” e “escola”. Os temas foram categorizados
pela análise temática de Braun e Clarke (2006) e as modalidades didáticas seguiram a classificação de
Krasilchik (2004). Dos 931 estudos identificados, 109 abordaram experiências de ensino sobre resíduos
sólidos nas escolas brasileiras. Um terço dos estudos foi publicado em 2019 (33%), 42% foram realizados
no Nordeste, 60% envolveram iniciativas no ensino fundamental, e a escola pública foi o local da maioria
dos trabalhos (84%). As experiências de ensino foram diversas, sendo, a maioria, desenvolvidas por meio
de aulas expositivas, aulas práticas e projetos em diferentes disciplinas. Gestão de resíduos e redução do
consumo foram as principais categorias temáticas identificadas. Grande parte das práticas educativas
abordou o ensino de resíduos sólidos de forma técnica; poucos trabalhos discutiram as causas
socioeconômicas e culturais, bem como a responsabilidade coletiva da gestão dos resíduos. Uma
abordagem contextualizada a cada realidade, envolvendo a comunidade escolar e o seu entorno, pode
contribuir para promoção de práticas mais críticas e integradoras sobre os resíduos sólidos na escola.

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Biografia do Autor

  • Lorrayne Isidoro Gonçalves, Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos (LITEB) do Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

    Doutorado em andamento no Curso de Pós-Graduação em Ensino de Biociências e Saúde (IOC-FIOCRUZ) na área de educação ambiental crítica, ensino sobre resíduos sólidos e formação de professores no ambiente escolar. Mestre em Ciências (IOC-FIOCRUZ), biólogo e professor (UFRJ). Campeã brasileira da Olimpíada Brasileira de Neurociências, onde representou o Brasil na Dinamarca, conquistando o 2º lugar em diagnóstico de pacientes em 2016. Ela falou sobre sua trajetória no TEDx Laçador no Rio Grande do Sul. Na área educacional, tem experiência editorial em produção,. prototipagem de atividades e revisão de 56 livros didáticos para alunos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental nas modalidades STEAM e cultura maker (TEC Educação). Experiência liderando certificação STEAM para mais de 600 professores da educação básica no país. Na área da saúde tem experiência com coleta, gerenciamento e análise de dados, educação de crianças e cuidadores de tuberculose, tuberculose na adolescência. Seus interesses incluem: educação ambiental crítica, educação em saúde, análise temática, revisão integrativa, gestão de dados, epidemiologia e saúde planetária.

  • Roberto José Gervásio Unger, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Centro de Ciências da Saúde. Escola de Enfermagem Anna Nery. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
    Mestrado em Ciência da Informação pelo IBICT/UFF; Graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal Fluminense. Trabalha no setor de Referência da Biblioteca de Pós Graduação da Escola de Enfermagem Anna Nery, do Centro de Ciências da Saúde, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ministra treinamento em Pesquisa Bibliográfica em Bases de Dados (PBBD). Elabora Planejamento e Execução de Estratégia de Busca Bibliográfica (PEB), para revisões de literatura (sistemática, integrativa, scoping, narrativa). Trabalha e ministra treinamento com EndNote (gerenciador de referências bibliográficas). Trabalha com revisão de citações e referências bibliográficas (ABNT, Vancouver, APA, Chicago, etc); para normalização de trabalho científico e combate ao plágio.
  • Anna Cristina Calçada Carvalho, Laboratório de Inovações em Terapias, Ensino e Bioprodutos (LITEB) do Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ. Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

    Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988), onde deu continuidade à sua formação em Infectologia com Residência Médica (1992), ou Mestrado (1996) e Doutorado (1999) na área. Em Itália continuou a sua formação académica, inicialmente como Dr. Sanduíche na Escola de Especialização em Estatística Médica e Epidemiologia da Università degli Studi di Pavia (1998) e posteriormente como Dr. Metodologias e Técnicas. em Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (2013), ambos na Universidade de Brescia. Durante a sua estadia em Itália foi professora contratada na disciplina de Estatística Social (2004) e no curso de Formação em Tuberculose (2005-2012) ambos na Universidade de Bresica e foi professora do Curso de Medicina Tropical e Cooperação em Saúde da Universidade de Bresica. Universidade de Estudos de Florença (2006-2012). Participou como consultora e como professora em cursos de formação de profissionais de saúde em projetos de cooperação internacional no Brasil, Angola e Moçambique. Em março de 2013 retornou ao Brasil após ser aprovada em concurso público para pesquisadora em saúde pública da FioCruz e atualmente exerce suas atividades como pesquisadora no Instituto Oswaldo Cruz (IOC), no Laboratório de Inovações em Terapias, Treinamento e Bioprodutos (LITEB). ), desenvolvendo o seu trabalho em projetos de investigação clínica e educação para a saúde na área das doenças infecciosas, com particular destaque para a tuberculose. Atualmente é professor permanente de pós-graduação do Departamento de Biociências e Ciências da Saúde do IOC-Fiocruz, professor colaborador de pós-graduação da Clínica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), orientador de pós-graduação do Instituto Nacional de Medicina. Instituto de Infectologia (INI) e integra a Coordenação da Área de Tuberculose Pediátrica da Rede Brasileira de Pesquisa em Tuberculose (REDE-TB).

Publicado

29-04-2026

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

1.
RESÍDUOS SÓLIDOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA BRASILEIRA À LUZ DA EDUCAÇÃOAMBIENTAL CRÍTICA:: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. edur [Internet]. 29º de abril de 2026 [citado 30º de abril de 2026];42(42). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/edrevista/article/view/54644