REANTROPOFAGIA: REFLEXÕES SOBRE MODERNISMO E COLONIALIDADE NAS ARTES VISUAIS

Autores

Palavras-chave:

Semana del arte moderno; memoria; antropofagia; cultura indígena; educación.

Resumo

No presente texto temos como objetivo recuperar a discussão acerca da importância histórica da implementação da arte moderna no Brasil, inaugurada oficialmente na “Semana de Arte Moderna de 1922”, e de como artistas indígenas têm interpelado esse movimento no que diz respeito à interpretação de suas memórias ancestrais. Insiste-se que o reconhecimento das artes que expressam e formam parte dessa cultura não pode ser adiado na implementação, já tardia, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96) e da Lei 11.645/08, que regulamentam a obrigatoriedade do ensino de “História e Cultura Afro-Brasileira” e sua inserção nas escolas. Ressalta-se que o reconhecimento dos marcos sociais das memórias históricas e coletivas que formam parte dessa cultura já não pode ser adiado, ou colocado em segundo plano.

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Biografia do Autor

  • Larissa Lacerda Menendez, Universidade Federal do Maranhão - UFMA

    Professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Maranhão - UFMA e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade. Coordenadora do Grupo de Estudos Memória, Artes e Etnia (DEARTV/UFMA). É doutora em Ciências Sociais (2011) e mestre em Ciências Sociais (2005) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. É bacharel em Educação Artística pela FAAP e realizou pós-doutorado no PPGECCO-UFMT pelo programa PNPD-CAPES. Com vasta experiência em Educação, com ênfase em Antropologia e Arte, é autora de "Iconografias do Invisível: A Arte de Feliciano e Luís Lana", publicado pela Annablume em parceria com a FAPESP. Pesquisadora, trabalhou com os povos indígenas Guarani (Estado de São Paulo), os povos Desana e Paumari nas regiões do Rio Negro e Purus, no Amazonas, e com diversas etnias no Mato Grosso. Atualmente, dedica-se ao estudo das artes indígenas dos povos do Maranhão.

  • Lívia Diana Rocha Magalhães, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

    Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (1999), com estágio na Universidade Complutense de Madri, e Pós-doutorado em Psicologia Social pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), também com estágio na Universidade Complutense de Madri. Atualmente, é professora Titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, pesquisadora do Museu Pedagógico, professora do Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade e professora convidada do CIFEX/USC (Espanha) desde 2005. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Política Educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, geração e memória geracional, história e história da educação.

  • Ana Palmira Bittencourt, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

    Doutora em Educação pela Universidade Federal da Bahia (2002). Professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Possui experiência em pesquisa com ênfase em Ciências Humanas, com ênfase nos seguintes temas: História, Educação e a Igreja no Brasil Colonial, Estética e Teoria e História da Arte. Pós-doutorado em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

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Publicado

16-10-2026

Edição

Seção

Palavra Aberta

Como Citar

LACERDA MENENDEZ, Larissa; MAGALHÃES, Lívia Diana Rocha; PALMIRA BITTENCOURT, Ana. REANTROPOFAGIA: REFLEXÕES SOBRE MODERNISMO E COLONIALIDADE NAS ARTES VISUAIS. Educação em Revista , [S. l.], v. 42, n. 42, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/edrevista/article/view/61638. Acesso em: 17 out. 2026.