INTERNACIONALIZAÇÃO CONTRA-HEGEMÔNICA E O SUL GLOBAL: APORTES EPISTEMOLÓGICOS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA LATINO-AMERICANA
Palavras-chave:
Internacionalização da Educação, Epistemologias do Sul, Decolonialidade, Educação Básica, Sul GlobalResumo
O presente trabalho tem como objetivo analisar a internacionalização contra-hegemônica na Educação Básica latino-americana, destacando suas contribuições epistemológicas e políticas a partir do Sul Global. A pesquisa buscou compreender como as produções acadêmicas recentes (2020–2025) têm problematizado e proposto alternativas críticas à internacionalização de matriz eurocêntrica, identificando tendências, lacunas e contribuições para o campo educacional. Metodologicamente, o estudo baseou-se no modelo de sistematização do estado do conhecimento proposto por Morosini, Kohld-Santos e Bittencourt (2021), a partir da análise de teses e dissertações mapeadas no Banco de Teses e Dissertações (IBICT). Foram identificadas 62 produções, das quais 16 atenderam aos critérios de inclusão e foram organizadas em três categorias principais: (i) fundamentos epistemológicos e perspectivas contra-hegemônicas; (ii) mobilidades, migrações e interculturalidades; e (iii) formação docente, políticas e práticas pedagógicas críticas. O referencial teórico dialoga com as Epistemologias do Sul (Santos, 2007, 2018), o giro decolonial (Mignolo, 2003, 2011; Quijano, 2000), a interculturalidade crítica (Walsh, 2013) e a pedagogia crítica de Freire (1987). Os resultados evidenciam que a internacionalização contra-hegemônica constitui um campo emergente, comprometido com a justiça cognitiva, o plurilinguismo e a cooperação solidária. Conclui-se que, ao ser pensada desde o Sul Global, a internacionalização deve ultrapassar a reprodução de modelos eurocêntricos e assumir-se como projeto político-educacional voltado à transformação das relações de poder, saber e ser, promovendo uma formação plural, emancipadora e socialmente justa.
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