AVALIAÇÕES EXTERNAS E IMPLICAÇÕES NOS TEMPOS E ESPAÇOS ESCOLARES
Palavras-chave:
Avaliação externa , Escola, Curriculo, GestoresResumo
Este texto resulta da análise do artigo escrito por Almeida e Ferraroto “Compreensões e usos da prova paulista por docentes e coordenadores (as) de gestão pedagógica” submetido ao periódico Educação em Revista da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). No contexto de expansão e intensificação das políticas de avaliação externas no Brasil, o referido artigo se propôs analisar como a Prova Paulista aplicada nas escolas da rede estadual de São Paulo é compreendida e utilizada por docentes e gestores. Para isso, as autoras analisaram dados coletados numa escola por meio de observação, entrevistas e questionários. Embora o artigo se proponha analisar um programa de avaliação específico, no caso a Prova Paulista, os resultados apresentados pelas autoras possibilitaram reflexões importantes no campo da avaliação que são exploradas nesse trabalho. Para as considerações propostas nesse artigo utilizamos a “perspectiva sociológica e sócio-histórica” da avaliação defendida por Afonso (2009). Nessa perspectiva a análise das avaliações utilizadas nas escolas e nos sistemas educacionais deve ir além dos aspectos técnicos, operacionais e pedagógicos que dão sustentação aos modelos e formas de avaliação adotados, para considerar as interfaces entre as escolhas adotadas e as dimensões sociais, ideológicas e “gestionárias” que fizeram da avaliação um dos eixos estruturantes das políticas educativas contemporâneas desenvolvidas pelo Estado capitalista (Afonso, 2009).
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