Ausências que ainda falam

narrar para que não morram novamente

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17851/1982-0739.32.1.%25p

Palavras-chave:

Garotas Mortas, Selva Almada, feminicídio, resistência, memória

Resumo

Este artigo analisa a obra Garotas mortas (2021), da escritora argentina Selva Almada, investigando como a narrativa literária pode operar como instrumento ético-político de resistência ao apagamento das vítimas de feminicídio. A partir dos casos de Andrea Danne, María Luisa Quevedo e Sarita Mundín, demonstra-se que narrar essas ausências é um gesto de justiça simbólica com as vítimas, familiares e outras tantas mulheres que sofrem violência. Articulando a análise literária com estudos feministas decoloniais, o texto revela como a literatura se torna território de memória e resistência contra as estruturas patriarcais que naturalizam a violência de gênero. Conclui-se que, ao devolver voz às vítimas silenciadas, Almada transforma o luto em linguagem e o trauma em presença, afirmando que, enquanto houver quem conte, essas mulheres continuam existindo e suas mortes não serão normalizadas.

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Biografia do Autor

  • Andréia Lourenço dos Santos, Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

    Aluna de pós-graduação em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) em nível de doutorado. Possui mestrado em Ensino pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). É servidora pública da Universidade do estado do Rio Grande do Norte (Uern). Formada em Letras pela UFCG com especialização em Língua, Linguística e Literatura.

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

Estudos Literários

Como Citar

SANTOS, Andreia. Ausências que ainda falam: narrar para que não morram novamente. Em Tese, Belo Horizonte, v. 32, n. 1, p. 29–41, 2026. DOI: 10.17851/1982-0739.32.1.%p. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/article/view/63965. Acesso em: 29 set. 2026.