Modernidade e reinvenção da paisagem nas Illuminations de Arthur Rimbaud
DOI:
https://doi.org/10.17851/1982-0739.32.1.77-96Palavras-chave:
Arthur Rimbaud, Illuminations, poesia, modernidade, paisagemResumo
Considerada cada vez mais distante da representação na literatura, a paisagem foi ofuscada por um modelo de leitura estruturalista que subsumiu o texto como fechado e avesso ao contexto, ao referente e ao enunciador. Desde o século XIX, no entanto, alguns escritores reconheceram a impressão subjetiva e a descrição objetiva no interior do construto verbal, invocando uma experiência hermenêutica entre a linguagem e a realidade no texto poético. Em Illuminations, coletânea de poemas em prosa de Arthur Rimbaud, é possível identificar uma série de técnicas e procedimentos em que a representação do ambiente citadino é acompanhado de uma profunda solidariedade entre o real e o imaginário, como o estilo eruptivo da forma, o ritmo acelerado das imagens e o acúmulo de elementos espaço-temporais. O suporte teórico e crítico deste estudo se deu à luz de autores como Michel Collot (2013), Antonio Candido (1993), Suzanne Bernard (1994) e Adalberto Luís Vicente (2010).
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