CHAMADA v. 6, n. 1 (2021): submissão até 15 de dezembro de 2020

2020-04-08

O ESPORTE NAS ARTES E CIÊNCIAS SOCIAIS DE MOÇAMBIQUE

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Imagem: Selos de Moçambique (Web).

O esporte foi e ainda é uma questão política num sentido positivo e negativo. A sua profissionalização nas primeiras décadas do século XX fez com que certas barreiras de classe, gênero e “raça” se rompessem, funcionando como um instrumento de protesto e de resistência política. Regimes autoritários, geralmente, não mediram esforços em instrumentalizar e ideologizar a prática esportiva, quase sempre por um viés “masculino”.

Sendo assim, desde o surgimento da era moderna do esporte (1896), os comitês responsáveis vêm se orientando pela nacionalidade e pelo gênero dos(as) atletas para organizarem suas competições, como se a divisão entre países, homens e mulheres fosse algo “natural”.

Ao enfocar o universo moçambicano, marcado por intenso entusiasmo pelos desportos, surgem movimentos muito interessantes sobre as narrativas de gênero, nação, sociedade e cultura, evidenciadas pelas representações nos campos da linguagem, da cultura popular, da mídia e das artes e ciências humanas, onde os “jogos de poder” igualmente se manifestam e se digladiam.

Neste número da revista FuLiA/UFMG, serão bem-vindas contribuições de estudos que reflitam sobre a relação entre nacionalidade e gênero no esporte em Moçambique ou de estudos que, de modo geral, reflitam sobre o esporte nas artes, na mídia, na cultura e nas ciências sociais moçambicanas, a partir de uma perspectiva específica ou interdisciplinar.

Coorganizadores: Aurélio Rocha (Universidade Eduardo Mondlane, Moçambique); Elídio Nhamona (UEM); Gustavo Cerqueira Guimarães (UEM); Nuno Domingos (Universidade de Lisboa).