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Artigos

v. 5 n. 1 (2019): Revista Indisciplinar

Deambularenquanto abordagem crítico-propositiva

Enviado
março 29, 2021
Publicado
2019-07-01

Resumo

Pensar o espaço enquanto campo de manifestação de diferentes agentes implica em considerar que, na sua dinâmica produção, há sujeitos de maior e de menor lugar de fala, que se manifestam por macro e micronarrativas, em momentos segregadas e, em outros, superpostas, interligadas, em diálogo. O arquiteto é, então, apenas um desses agentes. Ao longo dessa investigação, as ocupações urbanas apresentam-se enquanto importante momento de diálogo desses diferentes sujeitos, significando uma importante resistência que tensiona a cidade capitalista e suas políticas neoliberais. Compreendidas enquanto limiar, as ocupações sustentam uma interpretação na qual, por um lado, são inseguras e vulneráveis e, por outro, constituem-se potentes espaços abertos à criação.Na tensão que se inicia no seu exercício de afirmação na cidade, reconhece-se uma importante resistência, da qual muitos ensinamentos podem nutrir e potencializar o exercício crítico-propositivo do arquiteto e urbanista. Explora-se o exercício de aproximações em duas ocupações em Fortaleza, e de que modo o ir e vir entre teoria, projeto e diálogo gerou importantes aprendizados relativos à cidade. Por fim, pretende-se propor uma transição da arquitetura e do urbanismo enquanto fim para que sejam compreendidos enquanto meio: sejam meio para construção de um processo propositivo aberto; ou sejam meio gerador de discursos e de diálogo entre as diferentes narrativas.

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