Reconstituting father and mother in the body of writing

racism in scenes of interpellation in contemporary brazilian literature in “The dark side of skin” and “Water is a time machine”

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17851/2358-9787.34.4.%25p

Keywords:

literature and racism, interpellation scene, dispossession, memory and imagination

Abstract

This article mobilizes the notions of a scene of interpellation and dispossession based on the work of Judith Butler as a mediator of the tensions that define subjectivities and intersubjectivities in the recomposition of a family and individual story, in The dark side of skin (2020), by Jeferson Tenório and Water is a time machine (2022), by Aline Motta. The link between literature, individuality and the fabric of the social body is thematized in these works through the link between the operation of racism and the recovery of the history of the family past. The authors' writing invents a dramaturgy of resistance that fables the fictional reconstruction of father and mother as a path followed by ethical writing that compose, through the body of the lyrics, a game that redefines the conditions of experience, moves affections and creates zones of indetermination as spaces of sharing, response, reciprocity.

Author Biographies

  • Vanessa Cardozo Brandão, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Belo Horizonte | MG | BR

    Professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do PPGCOM-UFMG. Mestre em Literaturas de Língua Portuguesa pela PUC Minas, Doutora em Literatura Comparada pela UFF,  com dissertação e tese defendidas sobre a obra de José Saramago. Pesquisa nas áreas de Comunicação e Literatura, com os temas pós-modernidade e produção literária, literatura expandida, escrita e intermidialidade, escrita e narratividade em redes digitais, processos de produção, circulação e recepção de textos poéticos no contexto de midiatização.  

  • Ângela Cristina Salgueiro Marques, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Belo Horizonte | MG | BR

    Professora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do PPGCOM-UFMG. É co-autora dos livros Apelos solidários (Intermeios, 2017 - com Angie Biondi), Diálogos e dissidências: Foucault e Rancière (Appris, 2018 - com Marco Aurélio Prado); Ética, Mídia e Comunicação (Summus, 2018) e Violência invisível em contextos organizacionais (Summus, 2024) ambos escritos com Luis Mauro Sá Martino. É tradutora das seguintes obras do filósofo Jacques Rancière: O trabalho das imagens (Chão da Feira, 2021) e O método da cena (Quixote + Do, 2021). Integra os grupos de pesquisa DIZ (UFV) e Grupo de Pesquisa Corpo, Imagem e Sociabilidade UTP). Pesquisadora colaboradora do Grupo LITEM, Université Évry Val d´ Éssone, Institut Mines-Télécom et Université Paris-Sanclay.

  • Renata Coutinho de Moura, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | Belo Horizonte | MG | BR

    Mestranda no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais (PPGCOM UFMG), pós-graduada em Processos Criativos em Palavra e Imagem pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), graduada em Design Gráfico pelo Centro Universitário UNA e em Comunicação Social, com ênfase em Produção Editorial, pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UNI BH). Integra o grupo de pesquisa Saúde, Educação e Cidadania da Fiocruz Minas, dedicando-se a investigações sobre comunicação e sociabilidade em territórios com populações vulneráveis. Contribui para discussões e para o desenvolvimento de textos, peças gráficas e audiovisuais voltados à divulgação de projetos científicos.

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Published

2025-12-19

Issue

Section

Dossiê: Formas do coletivo na literatura brasileira moderna e contemporânea