The Viral and the Marginal

Forms of Contagion and Recreation of a Collective Body in Brazilian Slam Poetry

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.17851/2358-9787.34.4.%25p

Palabras clave:

slam poetry, literature and biology, Márcio Ricardo, Kimani

Resumen

Based on the opposition between parasitic forms and critical geminations, from the essay “Coro contra coros: a tecnologia parasitária & as formas geminadas de fabulação”, by Flora Süssekind (2022), we deepen the dialogue between literary theory and biology, suggested by the metaphors in the title, and propose the concepts of “viral” and “marginal” guided by currents in biology that work with the notion of semiosis as constitutive of living beings, to analyze different modes of collective formation in contemporary Brazilian culture, as they would present themselves in the experience of slam poetry, produced at the intersection between the streets and schools of urban peripheries. The article concludes with the interpretation of two performances – “Fanta” by poet Márcio Ricardo and “Profecia” by Kimani – aiming to understand how each of them allows itself to be contaminated by the diction and discourse typical of neo-Pentecostal preachers, producing different critical, rhetorical, and political effects.

Biografía del autor/a

  • Fábio Roberto Lucas, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) | São Paulo | SP | BR

    Professor de Literatura e Coordenador (2023-2025) do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Crítica Literária da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Realizou pós-doutorado no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp (2021-2022/Bolsa CNPq) e no programa de pós-graduação em letras da Universidade Federal do Paraná (2019-2021/Bolsa PNPD-Capes). Foi professor de Teoria Literária e Literatura Comparada da Universidade Federal de Minas Gerais (2021). Doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela Universidade de São Paulo (2018) com estágio sanduíche em 2017 pela Université Paris Ouest Nanterre (bolsa PDSE/Capes). É membro dos Grupos de Pesquisa Categorias da Narrativa e Estudos de Poética: interconexões (Brasil/ CNPq). Participa da Equipe Valéry do ITEM/CNRS (França). Tradutor de obras literárias e de filosofia e ciências humanas. Desenvolve pesquisas nas áreas de teoria literária, tradução e poesia moderna

  • Marcella Faria, Dactyl Foundation | Nova York | EUA

    Possui graduação em Ciencias Biológicas pela Universidade de São Paulo (1991), mestrado em Bioquímica e Biologia Molecular pela Universidade de São Paulo (1995) e doutorado em Biologia Molecular pelo Museum National de Histoire Naturelle de Paris (1999). Realizou seu pós-doutorado em Biologia Celular na Universidade Federal de São Paulo (2001) e foi Jovem Pesquisadora em Centro Emergente dedicado aos mecanismos moleculares da diferenciação neuronal (FAPESP) no Instituto de Química da USP (2001-2006). De 2006 a 2016 foi pesquisadora associada ao Instituto Butantan, como liderança científica, onde esteve ligada ao Laboratório Especial de Toxinologia Aplicada (LETA) e ao Laboratório de Ciclo Celular (LECC). Entre 2009 e 2011 realizou um segundo pós-doutorado no Collège de France, onde estudou o processo de arteriogênese funcional e durante o desenvolvimento. Em 2017 se associou à Dactyl Foundation em NovaYork como pesquisadora visitante. Tendo se dedicado a estudos teóricos, sobre controles de transições fenotípicas (i.e. quiescência/proliferação, adesão/migração, repouso/ativação) em células eucarióticas; no âmbito da Biosemiótica e Biologia dos çódigos Orgânicos sua contribuição se dá principalmente na elucidação de códigos de adesão celular, transdução de sinais econtroles de transcrição. Recentemente iniciou estudos transdisciplinares em literatura e biologia celular, nos quais traça paralelos conceituais entre narrativas reais (evolução, desenvolvimento, diferenciação celular) e narrativas ficcionais. Em 2017 fez uma residência na Dactyl Foundation em NovaYork onde dirige o laboratório de Pesquisa em Ciência e Arte desde então, com ênfase nos processos generativos (morfogenéticos) de formas vivas, das células, aos poemas e conceitos ciêntíficos. Durante o ano de 2021, foi pesquisadora visitante no Centro de Estudos Avançados de Stelenbosh (STIAS), na África do Sul. 2022 concluiu a formação de escritores do Instituto Vera Cruz, nas modalidades de ficção e não ficção, publicou dois livros "Brincadeira de Correr" pelo Círculo de Poemas (2022) e "Números Naturais" pela Editora 34 (2023), sendo o último semifinalista do prêmio Jabuti (2024). (Fonte: Currículo Lattes)

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Publicado

2025-12-19

Número

Sección

Dossiê: Formas do coletivo na literatura brasileira moderna e contemporânea