Breasts for them

masculinity crisis and pharmaco-necropolitics in “Ginecomastos”, by Amara Moira

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17851/2358-9787.35.2.%25p

Keywords:

Amara Moira , contemporary Brazilian literature , pharmacopornography , necropolitics , travestility

Abstract

This article analyzes the short story “Ginecomastos”, by Amara Moira, in the light of Paul B. Preciado’s concept of the pharmacopornographic regime and Achille Mbembe’s notion of necropolitics. Starting from the hypothesis that the spread of gynecomastia among “respectable family men” fictionalizes a crisis of hegemonic masculinity in a context of unequal circulation of hormones and desires, this study investigates how the narrative articulates normative male bodies and heavily hormonized travesti bodies within the same clandestine economy of sex and erasure. Methodologically, the article develops a critical-interpretative reading of the story, combining textual analysis and theoretical reflection in the field of contemporary Brazilian literature. It argues that, although the involuntary feminization of male bodies destabilizes the apparent solidity of normative cisheterosexual masculinity, the structural vulnerability of travestis remains unchanged: while male breasts are managed by medicine and the market, transfeminine bodies continue to be subjected to self-medication, precarious labour, unsafe mutilating procedures and institutional silencing. The article concludes that “Ginecomastos” makes visible, through fiction, the asymmetric ways in which risks, care and possibilities of life are distributed, thus contributing to current debates on gender, sexuality and violence in the Brazilian literary system.

Author Biographies

  • Flávia Guerra Rocha Campos, Universidade Federal de Uberlândia (UFU) | Uberlândia | MG | BRl

    Mestre em Letras pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), na linha Leitura, Escrita e Oralidade na Educação Básica. Especialista em Língua Portuguesa: Teorias e Práticas de Ensino de Leitura e Produção de Texto (Proleitura), pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e licenciada em Língua Portuguesa pela mesma universidade. Atualmente, é doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (PPGELIT), na linha de pesquisa Literatura, Teoria e Crítica, na Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Tem experiência na área de Linguística, com ênfase em Análise Linguística e Ensino. Entre seus interesses de pesquisa, destacam-se linguística aplicada ao ensino, teoria e crítica na literatura brasileira e estudos decoloniais.

  • Flávia Andréa Rodrigues Benfatti, Universidade Federal de Uberlândia (UFU) | Uberlândia | MG | BR

    Possui Pós-Doutorado pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), em parceria com a Duke University (EUA, 2021), pesquisa pela qual recebeu o Prêmio Mulheres Pesquisadoras da UNESP (2022). Atualmente, realiza o segundo estágio de pós-doutoramento na Universidade de São Paulo (USP). É doutora em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês pela USP (2013), mestre em Teoria Literária pela UNESP (2005) e graduada em Letras Português/Inglês pela mesma instituição.É Professora Associada III da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários (PPGELIT/UFU). Desenvolve pesquisas nas áreas de gênero, raça/etnia, sexualidades, identidades, narrativas ficcionais e autobiográficas, estudos coloniais, pós-coloniais e decoloniais, além de literatura underground (beat generation).Integra o Grupo de Pesquisa Gênero e Raça (UNESP São José do Rio Preto) e é líder do Grupo de Estudos e de Pesquisa GERS UFU, registrado no diretório do CNPq, no qual coordena o projeto As Opressões Patriarcais e a Decolonização de Gênero, Raça e Sexualidades na Literatura da América Latina. É também vice-líder do Grupo de Pesquisa Marginália Decolonial.

References

MBEMBE, Achille. Necropolítica: biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. Tradução de Renata Santini. São Paulo: n-1 edições, 2018.

MOIRA, Amara. Ginecomastos. In: ACIOLI, Socorro; SECCHES, Fabiane (orgs.). O dia escuro: contos inquietantes de autoras brasileiras. São Paulo: Companhia das Letras, 2024. p. 153-160.

PRECIADO, Paul B. Manifesto contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: n-1 edições, 2014.

PRECIADO, Paul B. Testo junkie: sexo, drogas e biopolítica na era farmacopornográfica. Tradução de Maria Paula Gurgel Ribeiro. São Paulo: n-1 edições, 2018.

Published

2026-06-26