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Artigos

v. 4 n. 6 (2017): 1º Semestre de 2017

ZARATUSTRA METACÍNICO

Enviado
abril 5, 2026
Publicado
2017-01-01

Resumo

O objetivo deste artigo é cotejar a interpretação foucaultiana sobre o cinismo
com a crítica nietzschiana à cultura e seu projeto de transvaloração dos valores. A partir
de uma anedota sobre Diógenes, o cínico, Foucault desenvolve suas hipóteses sobre a
verdadeira vida cínica, tendo como ponto de partida o imperativo de transfigurar o valor
da moeda. Nessa tarefa, é crucial a relação que o autor estabelece entre moeda, valores e
normas, posto que o cinismo efetivamente assume determinada posição contra as
convenções, diametralmente avessa aos hábitos e aos costumes sociais. Haveria no
cinismo um impulso destruidor de convencionalismos e das rotas culturais dominantes
estabelecidas para e pela coletividade. Assim, a vida cínica exprimiria um modo de viver,
transfigurando os valores e estilos de vida convencionais. Portanto, creio que haja uma
fértil proximidade entre essas concepções e o posicionamento filosófico de Nietzsche,
com sua crítica à cultura e a afirmação de uma transvaloração dos valores.

Referências

  1. NIETZSCHE. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
  2. __________. Ecce Homo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
  3. __________. Crepúsculo dos ídolos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
  4. __________. Schopenhauer educador. São Paulo: Prumo, 2012.
  5. FOUCAULT. A coragem da verdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.
  6. SLOTERDJICK, P. O quinto “evangelho” de Nietzsche. Rio de Janeiro: Tempo
  7. brasileiro, 2004.

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