ZARATUSTRA METACÍNICO

Autores

Palavras-chave:

Cinismo, Nietzsche, Foucault, cultura, valor

Resumo

O objetivo deste artigo é cotejar a interpretação foucaultiana sobre o cinismo
com a crítica nietzschiana à cultura e seu projeto de transvaloração dos valores. A partir
de uma anedota sobre Diógenes, o cínico, Foucault desenvolve suas hipóteses sobre a
verdadeira vida cínica, tendo como ponto de partida o imperativo de transfigurar o valor
da moeda. Nessa tarefa, é crucial a relação que o autor estabelece entre moeda, valores e
normas, posto que o cinismo efetivamente assume determinada posição contra as
convenções, diametralmente avessa aos hábitos e aos costumes sociais. Haveria no
cinismo um impulso destruidor de convencionalismos e das rotas culturais dominantes
estabelecidas para e pela coletividade. Assim, a vida cínica exprimiria um modo de viver,
transfigurando os valores e estilos de vida convencionais. Portanto, creio que haja uma
fértil proximidade entre essas concepções e o posicionamento filosófico de Nietzsche,
com sua crítica à cultura e a afirmação de uma transvaloração dos valores.

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Referências

NIETZSCHE. Assim falou Zaratustra. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

__________. Ecce Homo. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

__________. Crepúsculo dos ídolos. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

__________. Schopenhauer educador. São Paulo: Prumo, 2012.

FOUCAULT. A coragem da verdade. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.

SLOTERDJICK, P. O quinto “evangelho” de Nietzsche. Rio de Janeiro: Tempo

brasileiro, 2004.

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Publicado

2017-01-01

Como Citar

ZARATUSTRA METACÍNICO. Outramargem: revista de Filosofia, Belo Horizonte, Brasil, v. 4, n. 6, p. 199–217, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/outramargem/article/view/65464. Acesso em: 16 maio. 2026.