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Volume 4, n. 61º Semestre de 2017

Publicado em junho 3, 2019

Outra Margem: Ano 4 — n. 6 - 1o semestre de 2017

Descrição da edição

A edição do primeiro semestre de 2017 da revista Outra Margem está disponível para visualização e download em PDF.

Edição completa

Artigos

  1. A PRAGMÁTICA DO DISCURSO DE FOUCAULT

    Objetiva-se esclarecer o horizonte no qual surge a análise pragmática do
    discurso de Foucault inserindo-a no percurso da reflexão filosófica acerca da linguagem,
    assim como seu significado e potencial político. Para isso nos serviremos principalmente
    das obras A ordem do discurso e Arqueologia do saber. O artigo compõe-se de duas
    partes: na primeira, inscreveremos Foucault no registro de duas grandes rupturas na
    investigação acerca da linguagem: a ruptura platônica com o pensamento pré-socrático e
    a ruptura operada por Saussure em relação à tradição; em seguida, esclareceremos o
    significado da análise do discurso de Foucault e como ela serve a um projeto político
    emancipador. Buscamos com isso reeditar o convite que esse filósofo fascinante ainda
    hoje nos endereça, a saber, o de adentrarmos na ordem arriscada do discurso que, embora
    tenha sido durante tanto tempo considerada pela tradição como o inimigo a ser abatido,
    não apenas obedece a leis e regularidades que ainda estão para serem descobertas como
    nos abre um mundo novo de possibilidades.

  2. LEIBNIZ E A CRÍTICA AO ESPAÇO TOTA SIMUL NEWTONIANO: A MÔNADA COMO CAUSA IMEDIATA DO MOVIMENTO

    Neste artigo pretendemos recompor a argumentação que sustenta a crítica de
    Leibniz a noção de espaço tota simul newtoniano, com vistas a mostrar que, segundo o
    pressuposto leibniziano, a verdadeira causa imediata do movimento deve residir na noção
    verdadeira de substância ou Mônada e não, como defendia Newton, na noção de um
    espaço totalmente semelhante e indiscernível. Segundo o filósofo alemão, a noção de um
    espaço que possui realidade per se implicaria na impossibilidade da correta caracterização
    do movimento dos corpos, posto que esta noção violaria os princípios da razão suficiente
    e da identidade dos indiscerníveis. Neste sentido, o fundamento do movimento não estaria
    na existência de um espaço absoluto, mas no registro intrínseco da mudança e do
    movimento pela apercepção individualizada da Mônada