NATUREZA HUMANA: PAIXÃO CATIVA, RAZÃO LIVRE
Palavras-chave:
Natureza Humana, Moral, Desejo, Paixão, RazãoResumo
O presente trabalho pretende analisar a definição de natureza humana a partir do que a tradição filosófica entender ser a trilogia política de Hobbes, a saber, Os elementos, 1640, Do Cidadão, 1642, e o Leviatã, 1651. Desse modo é preciso ter em vista a importância da concepção de universo materialista e de razão nominalista na concepção da antropologia hobbesiana. De tais concepções, realidade material e razão nominalista, resulta uma natureza humana tão desejante quanto racional, contudo, em certo sentido, livre porque através da linguagem o homem constrói sua autoimagem pela qual se relaciona moralmente, portanto livre, com os outros agentes. Embora seja uma definição problemática porque deriva da relação entre razão nominalista e realidade material. Isto é, toda definição sempre será apenas um nome atribuído a um corpo sem a garantia da correspondência necessária entre eles. De qualquer modo essa é a forma humana de se relacionar e ser moral.
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