NATUREZA HUMANA: PAIXÃO CATIVA, RAZÃO LIVRE

Autores

  • Elias Lino dos Santos Mestrando do programa de ética e filosofia política da Universidade Federal do Ceará-UFC

Palavras-chave:

Natureza Humana, Moral, Desejo, Paixão, Razão

Resumo

O presente trabalho pretende analisar a definição de natureza humana a partir do que a tradição filosófica entender ser a trilogia política de Hobbes, a saber, Os elementos, 1640, Do Cidadão, 1642, e o Leviatã, 1651. Desse modo é preciso ter em vista a importância da concepção de universo materialista e de razão nominalista na concepção da antropologia hobbesiana. De tais concepções, realidade material e razão nominalista, resulta uma natureza humana tão desejante quanto racional, contudo, em certo sentido, livre porque através da linguagem o homem constrói sua autoimagem pela qual se relaciona moralmente, portanto livre, com os outros agentes. Embora seja uma definição problemática porque deriva da relação entre razão nominalista e realidade material. Isto é, toda definição sempre será apenas um nome atribuído a um corpo sem a garantia da correspondência necessária entre eles. De qualquer modo essa é a forma humana de se relacionar e ser moral.

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Publicado

2019-06-03

Como Citar

LINO DOS SANTOS, Elias. NATUREZA HUMANA: PAIXÃO CATIVA, RAZÃO LIVRE. Outramargem: revista de Filosofia, Belo Horizonte, Brasil, v. 5, n. 8, p. 120–131, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/outramargem/article/view/65530. Acesso em: 15 maio. 2026.