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O CONHECIMENTO SEM A BONDADE DE DEUS

HUME SOBRE A RAZÃO HUMANA

Autores/as

Palabras clave:

Hume, Razão, Fé, Ceticismo, Naturalismo

Resumen

O projeto de naturalização da razão de Hume é usualmente compreendido por meio da sua submissão ao instinto, isto é, ele defenderia que existem princípios que a razão não deve questionar e os quais deve seguir, mesmo que suspeite da sua verdade. Essa leitura o distingue claramente dos cartesianos, que alegam a autossuficiência da razão. Todavia, é incapaz de diferenciá-lo satisfatoriamente dos fideístas, que defendem a necessidade da fé em virtude da insuficiência da razão para tratar dos assuntos humanos. A relação entre o instinto e a razão em Hume parece análoga à relação entre a fé e a razão para os fideístas: a razão é subjugada a uma faculdade que prescinde de fundamentação. Isso soa contrário ao espírito iluminista da sua filosofia. Meu objetivo é defender que, apesar de concordar com os fideístas que a razão é incapaz de justificar a si mesma, isso não significa que ela precisa de um suplemento. Os princípios naturais são eles mesmos princípios da razão, constituem-na, de modo que eles não são uma restrição externa, forçosa, mas o próprio modo saudável dela operar. É a sua integração, não a sua submissão, à natureza que tipifica o naturalismo humiano.

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Referencias

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Publicado

2019-06-03

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Cómo citar

O CONHECIMENTO SEM A BONDADE DE DEUS: HUME SOBRE A RAZÃO HUMANA. Outramargem: revista de Filosofia, Belo Horizonte, Brasil, v. 4, n. 7, p. 216–228, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/outramargem/article/view/65297. Acesso em: 27 may. 2026.