O CONHECIMENTO SEM A BONDADE DE DEUS
HUME SOBRE A RAZÃO HUMANA
Palabras clave:
Hume, Razão, Fé, Ceticismo, NaturalismoResumen
O projeto de naturalização da razão de Hume é usualmente compreendido por meio da sua submissão ao instinto, isto é, ele defenderia que existem princípios que a razão não deve questionar e os quais deve seguir, mesmo que suspeite da sua verdade. Essa leitura o distingue claramente dos cartesianos, que alegam a autossuficiência da razão. Todavia, é incapaz de diferenciá-lo satisfatoriamente dos fideístas, que defendem a necessidade da fé em virtude da insuficiência da razão para tratar dos assuntos humanos. A relação entre o instinto e a razão em Hume parece análoga à relação entre a fé e a razão para os fideístas: a razão é subjugada a uma faculdade que prescinde de fundamentação. Isso soa contrário ao espírito iluminista da sua filosofia. Meu objetivo é defender que, apesar de concordar com os fideístas que a razão é incapaz de justificar a si mesma, isso não significa que ela precisa de um suplemento. Os princípios naturais são eles mesmos princípios da razão, constituem-na, de modo que eles não são uma restrição externa, forçosa, mas o próprio modo saudável dela operar. É a sua integração, não a sua submissão, à natureza que tipifica o naturalismo humiano.
Descargas
Referencias
BERKELEY, George. Tratado sobre os Princípios do Conhecimento Humano. Trad. Jaimir Conte. São Paulo: Editora UNESP, 2010. Publicado com outras obras sob o título Obras filosóficas.
BÍBLIA. Português. Bíblia Sagrada. Trad. Ivo Storniolo e Euclides Martins Balanci. São Paulo: Paulus. Edição Pastoral, 1991.
CHAMBERS, Ephraim. Cyclopaedie, or, An Universal Dictionary of Arts and Sciences. London: James and John Knapton, 1728. Disponível no sítio www.artflproject.uchicago.edu.
DESCARTES, René. Oeuvres de Descartes, publiées par Charles Adam et Paul Tannery. Paris: Vrin, 1996.
FIESER, J. “Hume’s Pyrrhonism: A Developmental Interpretation” Hume Studies, vol. XV, n. 1, pp. 93-119, April 1989.
FOGELIN, Robert. Hume’s Skeptical Crisis. Oxford: Oxford University Press, 2009.
HUET, Pierre-Daniel. Traité Philosophique de la Foiblesse de l’Esprit Humain. Amsterdam, chez Henridu Sauzet, 1723. Disponível no sítio www.archive.org.
HUME, David. História Natural da Religião. Trad. Jaimir Conte. São Paulo: Editora da UNESP, 2005.
____. Tratado da Natureza Humana. Trad. Déborah Danowski. 2a ed. rev. e ampliada. São Paulo: Editora da UNESP, 2009.
LOCKE, John. Ensaio sobre o Entendimento Humano. Trad. Eduardo Abranches de Soveral. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1999.
MAIA NETO, José Raimundo. “Hume and Pascal: Pyrrhonism vs Nature”. Hume Studies, vol. XVII, n. 1, pp. 41-50, April, 1991.
RUSSELL, Paul. The Riddle of Hume’s Treatise. Oxford: Oxford University Press, 2008.
Descargas
Publicado
Versiones
- 2026-05-25 (2)
- 2019-06-03 (1)
Número
Sección
Licencia

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Ao submeter seus trabalhos para publicação, os autores mantêm os direitos autorais e concedem à Outramargem o direito de primeira publicação sob a Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.