DA AMBIVALÊNCIA SIMBÓLICA À EQUIVALÊNCIA GERAL: O CORPO EM UMBERTO GALIMBERTI

Auteurs

  • Rodrigo Rizério de Almeida e Pessoa Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da UNIFESP

Mots-clés :

corpo, alma, dualismo

Résumé

O trabalho a seguir visa apresentar o que Galimberti entende por ambivalência simbólica e equivalência geral, no que diz respeito especificamente ao problema do corpo humano. Com efeito, o homem foi tradicionalmente concebido como animal racional ou como composto de alma e corpo. No entanto, o que significa “corpo” e “alma” permanece não esclarecido. No período homérico os gregos ainda não conheciam, na verdade, um termo unitário para expressar esses dois momentos da realidade humana. Foi Platão quem resolveu a multiplicidade de termos com que antes se expressava o ser do homem na unidade conceitual, forjando o conceito de alma e corpo tal como hoje ainda os entendemos. Para Galimberti, porém, o que Platão fez foi reduzir a antiga ambivalência simbólica com que os gregos vivenciavam sua corporeidade à equivalência geral proporcionada pelo conceito. O autor em seguida critica as consequências e apresenta os desdobramentos dessa equivalência no pensamento ocidental. Finalizaremos o trabalho apresentando a distinção a que o autor chama a atenção entre corpo e organismo, defendendo a relevância de se pensar a corporeidade para além da materialidade biológica.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Références

BREMMER, Jan N. The Early Greek Concept of The Soul. Princeton, New Jersey: Princeton University Press, 1993. (Mythos: The Princeton/Bollingen Series in World Mythology.

GALIMBERTI, Humberto. Il corpo. Milano: Universale Economica Feltrinelli, 2014.

_____________________. Psiche e techne: o homem na idade da técnica. Trad. Jos Maria de Almeida. São Paulo: Paulus, 2006.

GIRARD, René. Anorexia e Desejo Mimético. Trad. Pedro Elói Duarte. Lisboa: Edições Texto & Grafia Ltda, 2009.

HEIDEGGER, Martin. Seminários de Zollikon. Trad. Gabriella Arnhold, Maria de Fátima de Almeida Prado. São Paulo: EDUC; Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

__________________. Ser e Tempo. Trad. Fausto Castilho. Campinas, SP: Editora da Unicamp; Petrópolis, RJ: Editora Vozes, 2012.

__________________. What is called Thinking? Tras. J. Glenn Gray. New York: Harper Perennial, 2004.

PELLEGRIN, Nicole. Corpo do comum, usos comuns do corpo. In.: CORBIN, Alain; COURTINE, Jean-Jacques; VIGARELLO, Georges. (Org.) História do Corpo: da Renascença às Luzes. Trad. Lúcia M.E. Orth. 5 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012. v. I.

PLATÃO. Diálogos: Fedon, Sofista, Político. Trad. Jorge Paleikat e João Cruz Costa. Rio de Janeiro: Editora Globo, s/d. Edições de Ouro, v.II.

REALE, Giovanni. Corpo, alma e saúde: o conceito de homem de Homero a Platão. Trad. Marcelo Perine. São Paulo: Paulus, 2002.

Téléchargements

Publiée

2019-06-03

Comment citer

ALMEIDA E PESSOA, Rodrigo Rizério de. DA AMBIVALÊNCIA SIMBÓLICA À EQUIVALÊNCIA GERAL: O CORPO EM UMBERTO GALIMBERTI. Outramargem: revista de Filosofia, Belo Horizonte, Brasil, v. 5, n. 8, p. 278–294, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/outramargem/article/view/65693. Acesso em: 23 juill. 2026.