Formação profissional de professores de Língua Portuguesa

Quais competências? Qual currículo? Quais estratégias?

Autores/as

Palabras clave:

tecnicismo, formação de professores de Língua Portuguesa, competências profissionais

Resumen

Este texto analisou o papel do paradigma tecnicista, hegemônico na estruturação dos cursos de licenciatura em Letras, nos problemas que afetam a qualidade da formação dos professores de Língua Portuguesa, com o objetivo de explicar o papel das atuais políticas de currículo no enfrentamento da distância entre formação acadêmica e atuação profissional. Partindo do pressuposto de que existe uma incompreensão do papel do currículo na determinação dos conteúdos didáticos das disciplinas escolares e, por conseguinte, da formação de professores, fez-se uma análise crítica dos principais paradigmas de formação docente: o tecnicismo, a abordagem da pesquisa-ação, do profissional reflexivo e do conhecimento pedagógico do conteúdo. Concluiu-se que o modelo tecnicista reduz consideravelmente o espaço dos demais modelos e que as atuais reformas das políticas de formação docente, pela primeira vez na história da educação brasileira, conseguiram deixar claras as diferenças entre cursos de licenciatura e bacharelado.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

ALTET, M. As competências do professor profissional: entre conhecimentos, esquemas de ação e adaptação, saber analisar. In: PAQUAY, L.; PERRENOUD, P.; ALTET, M.; CHARLIER, É. (org.). Formando professores profissionais: quais Estratégias? Quais competências? 2. ed. Tradução de Fatima Murad, Eunice Gruman. Porto Alegre: Artmed, 2001. p. 23-35.

ANDRÉ, M. Formar o professor pesquisador para um novo desenvolvimento profissional. In: ANDRÉ, M. (org.). Práticas inovadoras na formação de professores. Campinas, SP: Papirus, 2016. p. 17-34.

APPLE, M.; JUNGCK, S. No hay que ser maestro para enseñar esta unidad: la enseñanza, la tecnología y el control en la aula. Revista de Educación, n. 291, p. 149-172, 1990.

BOLIVAR, A. Conocimiento didáctico del contenido y formación del profesorado: el programa de L. Shulman. Revista Interuniversitaria de Formación del Profesorado, n. 16, p. 113-124, Ene./Abr. 1993.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, DF: Ministério da Educação, 2018.

BRASIL. Base Nacional Comum para a Formação de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Brasília, DF: Ministério da Educação, 2019.

CARR, W. Una teoría para la educación: hacia una investigación educativa crítica. 3. ed. Tradução de Pablo Manzano. Madrid: Ediciones Morata, 1986.

CARR, W; KEMMIS, S. Becoming Critical: Education, Knowledge and Action Research. London: The Palmer Press, 1986.

CHARLOT, B. Formação de professores: a pesquisa e a política educacional. In: PIMENTA, S. G.; GHEDIN, E. (org.). Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2012. p. 103-126.

CHEVALLARD, Y. La transposition didactique. Grenoble: La Penseé Sauvage Editions, 1985.

CONTRERAS, J. Autonomia de professores. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2012.

COOPER, J.; BLACKMAN, S.; KELLER, K. The Science of Attitudes. New York: Routledge, 2016.

ELLIOTT, J. Action Research for Educational Change. London: Open University Press, 1991.

FIERRO, C.; FORTOUL, B.; ROSAS, L. Transformando la práctica docente: una propuesta basada en la investigación-acción. Colonia Moderna: Editorial Paidos, 1999.

GHEDIN, E.; OLIVEIRA, E.S.; ALMEIDA, W. A. Estágio com pesquisa. São Paulo: Cortez, 2015.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. 53. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2016.

GATTI, B. A. Professores do Brasil: novos cenários de formação. Brasília: UNESCO, 2019.

GIBBONS, M. The New Production of Knowledge: The Dynamics of Science and Research in Contemporary Societies. California: SAGE Publications, 1994.

HARTMAN, H. J. Como ser um professor reflexivo em todas as áreas do conhecimento. Tradução de Alexandre Salvaterra. Porto Alegre: AMGH Editora, 2015.

JOLIBERT, J. Transformando a formação docente: uma proposta didática em pesquisa-ação. Tradução de Valério Campos. Porto Alegre: Artmed, 2007.

KINCHELOE, J. L. A formação do professor como compromisso político: mapeando o pós-moderno. Tradução de Nize Maria C. Pellanda. Porto Alegre: Artmed, 1997.

KINCHELOE, J. L. Teachers as Resesearchers: Qualitative Inquiry as a Path to Empowerment. 2 ed. London: RoutledgeFalmer, 2003.

LEWIN, K. Resolving Social Conflicts. New York: Harper e Brothers Publishers, 1948.

MAINGAIN, A.; DUFOUR, B. Abordagens didáticas da interdisciplinaridade. Tradução de Joana Chaves. Lisboa: Instituto Piaget Editora, 2002.

MARTINAND, J. L. Connaître et transformer la matière: des objectifs pour l’initiation aux sciences et techniques. Berne: Editions Peter Lang SA, 1986.

MCKERNAN, J. Currículo e imaginação: teoria do processo, pedagogia e pesquisa-ação. Tradução de Gisele Klein. Porto Alegre: Artmed, 2009.

MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

NÓVOA, A. Firmar a posição como professor, afirmar a profissão docente. Cadernos de Pesquisa, v. 47, n. 166, p. 1106-1133, out./dez. 2017. DOI: https://doi.org/10.1590/198053144843.

PEREIRA, J. E. D.; ZEICHNER, K. M. (org.). A pesquisa na formação e no trabalho docente. Tradução de Erick Ramalho. Belo Horizonte: Autêntica, 2008. p. 67-93.

PERRENOUD, P. A prática reflexiva no ofício de professor: profissionalização e razão pedagógica. Tradução de Cláudia Schilling. Porto Alegre: Artmed, 2002.

PIMENTA, S. G. Professor reflexivo: construindo uma crítica. In: PIMENTA, S. G.; GHEDIN, E. (org.). Professor reflexivo no Brasil: gênese e crítica de um conceito. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2012. p. 20-62.

RAMOS, M. N. A pedagogia das competências: autonomia ou adaptação?. São Paulo: Cortez, 2001.

ROOT, M. Philosophy of Social Science: The Methods, Ideals, and Politics of Social Inquiry. Oxford: Blackwell, 1993.

SAKS, M. Professions and the Public Interest: Medical Power, Altruism and Alternative Medicine. New York: Routledge, 1995.

SAVIANI, D. Educação escolar, currículo e sociedade: o problema da Base Nacional Comum Curricular. In: MALANCHEN, J.; MATOS, N. da S. D. de; ORSO, P. J. A pedagogia histórico-crítica, as políticas educacionais e a Base Nacional Comum Curricular. Campinas: Autores Associados, 2020. p. 14-45.

SCHÖN, D. A. Educando o Profissional Reflexivo: um novo design para o ensino e a aprendizagem. Tradução de Roberto Cataldo Costa. Porto Alegre: Artmed, 2000.

SCHÖN, D. A. The Reflective Practitioner: How Professionals Think in Action. Nova York: Basic Books, 1983.

SHULMAN, L. S. Knowledge and Teaching Foundations of the New Reform. Harvard Educational Review, v. 57, n. 1, p. 1-22, mar./jun. 1987.

SHULMAN, L. S. PCK: Its Genesis and Exodus. In: BERRY, A.; FRIEDRICHSEN, P.; LOUGHRAN, J. Re-examining Pedagogical Content Knowledge in Science Education. New York: Routledge, 2015. p. 3-13.

STENHOUSE, L. Investigación y desarrollo del curriculum. 5. ed. Tradução de Alfredo Guera Miralles. Madri: Ediciones Morata, 2003.

TARDIF, M. Saberes docentes e formação profissional. 12. ed. Tradução de Francisco Pereira. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011.

TARDIF, M.; LESSARD, C. O trabalho docente: elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. 9. Ed. Tradução de João Batista Kreuch. Petrópolis: Vozes, 2014.

TARDIF, M.; LEVASSEUR, L. A divisão do trabalho educativo. Tradução de Francisco Morás. Petrópolis: Vozes, 2011.

TAYLOR, C. Why We Need a Radical Redefinition of Secularism. In: BUTLER, J.; HABERMAS, J.; TAYLOR, C.; WEST, C. The Power of Religion in the Public Sphere. New York: Columbia University Press, 2011.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 443-466, set./dez. 2005.

Publicado

09-12-2025