A retextualização escrita-escrita
Palavras-chave:
retextualização, da escrita para a escrita, produção textual, atividade escolarResumo
Neste ensaio, situado na Linguística Textual, rediscutimos determinadas questões presentes no processo de retextualização, especialmente quanto aos aspectos e procedimentos envolvidos na produção de um texto-fim escrito a partir de um texto-base também escrito, levando em consideração as noções forjadas e discutidas por Marcuschi. Ao apresentar um quadro teórico-metodológico que foca especificamente a retextualização da fala para a escrita, o autor acaba por deixar de fora os processos envolvidos nas produções da escrita para a escrita. Tendo essa lacuna como ponto de reflexão primário, e pensando em atividades construídas por crianças em ambiente escolar, apresentamos uma discussão inicial que traz um quadro teórico-metodológico que abrange especificamente os aspectos e procedimentos envolvidos no processo de retextualização de gêneros escritos para gêneros escritos. A intenção é contribuir tanto para a melhoria do estado da arte quanto para a possibilidade de o professor/investigador possuir um caminho metodológico mais adequado no trato do retexto escrita-escrita.
Downloads
Referências
ABAURRE, M. B. M.; FIAD, R. S.; MAYRINK-SABINSON, M. L. T. Considerações sobre a utilização de um paradigma indiciário na análise de episódios de refacção textual. Trabalhos de Linguística Aplicada, Campinas, v. 25, p. 5-23, jan./jun. 1995. Disponível em: https://goo.gl/J5FKVn >. Acesso em: 5 maio 2018.
BILGER, M.; TEBEROSKY, A. La connaissance de l’écrit chez les adultes “illetrés”. In: MARTY, N. (Coord.). Études de Linguistique Appliqueé: l’écrit dans l’oral. Paris: Didier Erudition, v. 81, p. 49-55, janv./mars 1991.
DELL’ISOLA, R. L. P. Retextualização de gêneros escritos. Rio de Janeiro: Lucerna, 2007.
DIKSON, D. A gênese da referenciação-tópica em processos de escritura de histórias em quadrinhos da Turma da Mônica: criação textual de alunas recém-alfabetizadas. 2015. 157 f. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Federal de Alagoas, Maceió, 2015.
DIKSON, D. A retextualização enquanto processo de escritura e apropriação de gêneros textuais. Caminhos em Linguística Aplicada, Taubaté, v. 16, n. 1, p. 90-109, 2017. Disponível em: https://goo.gl/3PdjMK >. Acesso em: 10 maio 2018.
DIKSON, D.; MACIEL, W. G. T. Processo de retextualização em sala de aula: um caminho de apropriação na escritura de gêneros textuais. Diálogos, v. 1, p. 605-615, 2015.
FÁVERO, L. L. O tópico discursivo. In: PRETI, D. (Org.). Análise de textos orais. 3. ed. São Paulo: Humanitas, 1997. p. 33-54.
FIAD, R. S.; MAYRINK-SABINSON, M. L. T. A escrita como trabalho. In.: MARTINS, M. H. (Org.). Questões de linguagem. São Paulo: Contexto, 1991. p. 54-63.
GOUTSOS, D. Modeling discourse topic: sequential relations and strategies in expository text. Norwood, NJ: Ablex, 1996.
HEBLING, C. B. Atividades de reformulação na conversação entre afásicos e não-afásicos. 2009. 116 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Universidade Estadual de Campinas, 2009.
JUBRAN, C. C. A. S. et al. Organização tópica da conversação. In: ILARI, R. (Org.). Gramática do Português Falado. v. 2. Campinas: Editora da Unicamp, 1996. p. 357-397.
KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. 9. ed. Campinas: Pontes, 2004.
KOCH, I. G. V. A inter-ação pela linguagem. São Paulo: Contexto, 1992.
KOCH, I. G. V. O texto e a construção dos sentidos. São Paulo: Contexto, 2000.
KOCH, I.; ELIAS, V. M. Ler e compreender os sentidos do texto. 3. ed. 3. reimp. São Paulo: Contexto, 2010.
KOCH, I. et al. Aspectos do processamento do fluxo de informação no discurso oral dialogado. In: CASTILHO, A. T. (Org.). Gramática do português falado. v. 1. Campinas: Editora da Unicamp, 1990.
LINS, M. P. P. O tópico discursivo em textos de quadrinhos. Vitória: Edufes, 2008.
MACEDO, H. O. O processo de refacção textual na linguagem escrita de sujeitos afásicos. 2005. 227 f. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005. Disponível em: https://goo.gl/VJL4Tg >. Acesso em: 10 maio 2018.
MATENCIO, M. L. M. Atividades de (re)textualização em práticas acadêmicas: um estudo do resumo. Scripta, Belo Horizonte, v. 6, n. 11, p. 109-122, 2. sem. 2002. Disponível em: https://goo.gl/XpkJng >. Acesso em: 10 maio 2018.
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001.
TRAVAGLIA, N. G. Tradução retextualização: a tradução numa perspectiva textual. Uberlândia: Edufu, 2003.
VERCEZE, R. M. A. N.; NOGUEIRA, E. S. Fala versus escrita: atividades de retextualização. Zona de Impacto, Rio de Janeiro: IBCT, v. 4, ano 8, nov. 2005. Disponível em: https://goo.gl/8shw4j >. Acesso em: 10 maio 2018.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 Revista Brasileira de Linguística Aplicada

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores de artigos publicados pela RBLA mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons BY Attribution 4.0, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado.


