Propostas curriculares e práticas docentes: o que pensam/dizem os professores?

  • Jacqueline Querino Alves Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo.
  • Joana de Jesus de Andrade Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo.
  • Franciso Araújo Silva Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo.
Palavras-chave: currículo, propostas curriculares, práticas docentes.

Resumo

O presente trabalho investiga as possíveis implicações das políticas públicas curriculares, nas práticas e significações de ações docentes de quatro professores de química do Ensino Médio. É apresentada uma breve perspectiva histórica e a análise de trechos de entrevistas semiestruturadas, com base nos referenciais teórico-metodológicos da abordagem Histórico-Cultural. Constatou-se que tais ações distanciam-se do que pregam os famosos documentos e que o discurso destes professores cambia entre a tentativa de utilizar algo reconhecido como importante e as muitas dificuldades do trabalho diário na escola. As análises trazem à tona a constituição da identidade docente na prática da vida na escola e na pertinência dos poucos momentos de ressignificação do trabalho em sala de aula. Destaca-se que a autonomia, no contexto da atuação docente, não acontece sob a simples condição de escolha em aceitar, ou recusar, mais uma proposta curricular. A autonomia demanda condições de acesso e discussão, além de certa autoria e protagonismo. 

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Publicado
2016-04-29
Como Citar
Alves, J. Q., Andrade, J. de J. de, & Silva, F. A. (2016). Propostas curriculares e práticas docentes: o que pensam/dizem os professores?. Revista Brasileira De Pesquisa Em Educação Em Ciências, 16(1), 149-165. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbpec/article/view/4341
Seção
Artigos