(Im)Balances in Teacher Education within a Graduate Program in Chemistry

Authors

DOI:

https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2025u435461

Keywords:

graduate students, pedagogical training, higher education teaching, teaching

Abstract

Teacher training for higher education is legally mandated to occur primarily in master's and doctoral programs. However, these programs prioritize researcher training over pedagogical preparation. This study investigates the (im)balances and contradictions in teacher education within a Chemistry Graduate Program from the perspectives of both students and faculty members. An online questionnaire was administered, yielding twenty responses (half from graduate students and half from professors). The analysis, based on Discursive Textual Analysis, revealed discrepancies between the program's stated objectives and its actual implementation regarding teacher education, an (im)balance between pedagogical and research training, a lack of faculty specializing in Chemistry Education, and weaknesses in pedagogical foundations. Additionally, findings suggest that the program's emphasis on ranking performance, combined with faculty perceptions of the reduced importance of pedagogical training, may be shaping its educational policies. The study concludes that Chemistry Graduate Programs need to critically reassess their curricula, incorporating structured pedagogical training aligned with their educational goals to foster a more reflective and comprehensive teacher education. 

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Guilherme Mendonça Rodrigues, Universidade Federal de Uberlândia

    Atualmente mestrando em Química pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com graduação em Química pela mesma instituição em 2023. Experiência como tutor bolsista no programa "Café na Química" (2020-2023), residente bolsista no Programa Residência Pedagógica (2018-2020) e monitor remunerado (2017-2018). Foco de pesquisa atual é a formação docente na pós-graduação em Química; anteriormente envolveu-se em estudos sobre ensino de atomística, materiais didáticos para alunos com deficiência visual, mapas conceituais e cursos de nivelamento para graduandos.

  • Fábio Augusto do Amaral, Universidade Federal de Uberlândia

    Doutor em Ciências, ênfase em Eletroquímica pela Universidade Federal de São Carlos (2005), possui mestrado em Química pela Universidade Federal de São Carlos (2001), graduação em Bacharelado em Química com Atribuições Tecnológica (1997) e graduação em Licenciatura em Química pela Universidade Federal de São Carlos (2001). Atualmente é diretor do Instituto de Química (janeiro de 2021) e professor associado 4 da Universidade Federal de Uberlândia (março de 2010), atuando no ensino de Química para os cursos de Química Industrial/Licenciatura em Química e Engenharia Ambiental e Sanitária, atuando no Programa de Pós-graduação em Qualidade Ambiental. É coordenador do Laboratório de Energia e Tratamento de Efluentes-LAETE-IQUFU. Tem experiência na área de fontes renováveis, com ênfase em síntese de coagulantes naturais a partir de resíduos agrícolas para aplicação no tratamento de efluente industrial e em eletroquímica, na área de armazenamento de energia, materiais compósitos e sensores eletroquímicos.

  • Anizio Marcio de Faria, Universidade Federal de Uberlândia

    Bacharel e licenciado em Química pela Universidade Federal de Viçosa em 2001, Mestre em Agroquímica pela Universidade Federal de Viçosa em 2003 e Doutor em Ciências, com área de concentração em Química, pela Universidade Estadual de Campinas em 2006. Pós-doutoramento em Química Analítica no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas no período de 2007-2008. Desde 2008 professor efetivo da Universidade Federal de Uberlândia, campus Pontal. Atualmente é Professor Associado 3. Atua na área de Química Analítica, na subárea de Separações, na qual tem concentrado seus projetos no desenvolvimento das técnicas cromatográficas de análise, como a cromatografia líquida de alta eficiência e a cromatografia gasosa. Os trabalhos têm buscado o desenvolvimento das linhas de pesquisa Preparação de novos materiais (suportes cromatográficos, sorventes e fases estacionárias) para cromatografia; desenvolvimento de metodologias analíticas para determinação multirresíduos de contaminantes orgânicos no ambiente e em alimentos, e; desenvolvimento de metodologias analíticas de determinação da qualidade de biocombustíveis. É também membro efetivo nº 24.746 da Sociedade Brasileira de Química e membro da Rede Mineira de Química.

  • Rafael Martins Mendes, Universidade Federal de Uberlândia

    Professor Adjunto A do Instituto de Química da Universidade Federal Uberlândia - Campus Santa Mônica. Doutor em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia FACED/UFU (2022). Mestre em Química, com ênfase em Educação Química, pelo Instituto de Química da Universidade Federal de Uberlândia IQUFU (2013). Eu possuo graduação nos cursos de Licenciatura em Química e Bacharelado em Química pelo IQUFU (2010). Eu possuo graduação em Pedagogia, modalidade Licenciatura, pela Universidade Pitágoras Unopar (2020). Eu fui bolsista, na graduação, de Iniciação Científica do CNPq (2007-2010) no IQUFU e; eu fui bolsista, na pós-graduação, de doutorado pela Capes (2018-2021) na FACED/UFU. Participo do grupo de pesquisa Gepae Grupo de Estudos e Pesquisas em Avaliação Educacional, desde 2014. Tenho dedicado meus estudos no campo da Educação e, em particular, à Educação Química na linha de Saberes e Práticas Educativas. Atuo nos seguintes temas: Educação de Jovens e Adultos; Formação Docente; organização do trabalho pedagógico; relações entre as aprendizagens, avaliação e ensinagens; práxis e práticas pedagógicas; Avaliação educacional, com ênfase na avaliação formativa.

References

Ariza, R. P., García, A. R., & Del Pozo, R. M. (1997). Conocimiento profesional y epistemología de los profesores I: Teoría, métodos e instrumentos. Enseñanza de las Ciencias, 15(2), 155–171. https://doi.org/10.5565/rev/ensciencias.4173 DOI: https://doi.org/10.5565/rev/ensciencias.4173

Batista, C. H. O., & Stanzani, E. L. (2023). Um levantamento teórico sobre o fenômeno da evasão nos cursos de licenciatura em química. Educação Química en Punto de Vista, 7(esp.), . https://revistas.unila.edu.br/eqpv/article/view/3339

Bogdan, R. C., & Biklen, S. K. (1994). Investigação qualitativa em educação: Uma introdução à teoria e aos métodos. Porto Editora.

Carvalho, A. M. P. (2012). Os estágios nos cursos de licenciatura. Cengage Learning.

Carvalho, A. M. P., & Gil-Pérez, D. (2011). Formação de professores de ciências: Tendências e inovações (10ª ed.). Cortez.

Centro de Gestão e Estudos Estratégicos. (2024). Brasil: Mestres e Doutores 2024. https://mestresdoutores2024.cgee.org.br

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. (Capes). Portaria n.º 76 de 14 de abril de 2010. Diário Oficial da União.

Costa, G. G. (2020). Estágio de docência: Um estudo de caso acerca dos conhecimentos profissionais e da identidade docente em um programa de Pós-Graduação a partir da perspectiva dos estudantes (Tese de Doutorado, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, São Paulo). https://repositorio.unicamp.br/acervo/detalhe/1149130

Costa, G. G., & Girotto Júnior, G. (2021). Perfil e conhecimentos profissionais docentes no programa de estágio docente em um curso de Pós-Graduação em Química no estado de São Paulo. Revista Brasileira de Pós-Graduação, 17(38), 1–21. https://doi.org/10.21713/rbpg.v17i38.1823 DOI: https://doi.org/10.21713/rbpg.v17i38.1823

Cunha, M. I. (2010). A docência como ação complexa. In M. I. Cunha (Org.), Trajetórias e lugares de formação da docência universitária: Da perspectiva individual ao espaço institucional. Junqueira & Marin; CAPES; CNPq.

Diniz-Pereira, J. E. (2014). Da racionalidade técnica à racionalidade crítica: Formação docente e transformação social. Perspectivas em Diálogo, 1(1), 34–42. https://periodicos.ufms.br/index.php/persdia/article/view/15

Doetjes, G., Domović, V., Mikkilä-Erdmann, M., & Zaki, K. (Eds.). (2024). Coherence in European Teacher Education: Theoretical Models, Empirical Studies, Instructional Approaches. Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-658-43721-3 DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-658-43721-3

Ferraz, V. G. L. (2021). A formação para a docência no Ensino Superior: Espaços de compartilhamento de experiências entre professores e pós-graduandos na Pós-Graduação em Química da UFJF (Tese de Doutorado, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora, Minas Gerais). Repositório Institucional — UFJF. https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2021/00002 DOI: https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2021/00002

Francisco, W., & Francisco-Junior, W. E. (2021). Fomentando a formação docente de pós-graduandos em química: Um estudo de caso na disciplina de estágio docência. Química Nova, 44(9), 1196–1203. https://doi.org/10.21577/0100-4042.20170764 DOI: https://doi.org/10.21577/0100-4042.20170764

Freire, P. (2014). Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Editora Paz e Terra.

Garcia, L. M. L. S., & Gomes, R. S. (2022). Causas da evasão em cursos de ciências exatas: Uma revisão da produção acadêmica. Revista Educar Mais, 6, 937–957. https://doi.org/10.15536/reducarmais.6.2022.2970 DOI: https://doi.org/10.15536/reducarmais.6.2022.2970

Gatti, I. C., & Afonso, A. F. (2020). O estágio e seu papel na formação docente para o ensino superior de Química. Revista de Iniciação à Docência, 5(2), 37–55. https://doi.org/10.22481/rid-uesb.v5i2.7159 DOI: https://doi.org/10.22481/rid-uesb.v5i2.7159

Gil, A. C. (2018). Como elaborar projetos de pesquisa (6ª ed.). Atlas.

Guazi, T. S. (2022). O rei está nu: Formação científico-docente em Programas de Pós-Graduação de excelência (Tese de Doutorado, Universidade Estadual Paulista, Bauru, São Paulo). Repositório Institucional UNESP. http://hdl.handle.net/11449/235487

Harshman J. (2021). Review of the Challenges that Face Doctoral Education in Chemistry. Journal of Chemical Education, 98(2), 259–269. https://doi.org/10.1021/acs.jchemed.0c00530 DOI: https://doi.org/10.1021/acs.jchemed.0c00530

Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm

Lukács, G. (1989). História e consciência de classe: Estudos de dialética marxista (T. Costa, Trad.; M. A. Resende & C. Cruz, Revs.). Elfos Ed.; Publicações Escorpião.

Machado, A. M. N., & Viana, C. M. Q. Q. (2016). Peculiaridades do trabalho da orientação na Pós-Graduação: Como se “formam” orientadores? In C. M. Q. Q. Viana, & I. P. A. Veiga (Eds.), Docentes para a educação superior: Processos formativos. Papirus Editora.

Machado, S. P., Melo Filho, J. M., & Pinto, A. C. (2005). A evasão nos cursos de graduação de química: Uma experiência de sucesso feita no Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro para diminuir a evasão. Química Nova, 28(suppl), S41–S43. https://doi.org/10.1590/S0100-40422005000700008 DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-40422005000700008

Martins, F. A. S., Azevedo, M. T. M. D., & Nonato, S. P. (2014). Docentes em formação e as significações produzidas em torno do ensino superior. Revista Docência do Ensino Superior, 4, 137–166. https://doi.org/10.35699/2237-5864.2014.1985 DOI: https://doi.org/10.35699/2237-5864.2014.1985

Ministério da Educação. (2018). Resolução nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira e regimenta o disposto na Meta 12.7 da Lei n.º 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014–2024. https://www.in.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/55877808

Miranda, G. (2021). A origem social do valor: Valor-de-uso e valor-de-troca numa perspectiva dialética. Primordium, 6(12), 235–264. https://doi.org/10.14393/REPRIM-v6n12a2021-59179 DOI: https://doi.org/10.14393/REPRIM-v6n12a2021-59179

Moraes, R., & Galliazi, M. C. (2016). Análise textual discursiva (3ª ed. rev. e ampl.). Ed. Unijuí.

Nobre, L. N., & Freitas, R. R. (2017). A evolução da Pós-Graduação no Brasil: Histórico, políticas e avaliação. Brazilian Journal of Production Engineering, 3(2), 26–39. https://periodicos.ufes.br/bjpe/article/view/v3n2_3

Nóvoa, A. (1992). Formação de professores e profissão docente. In A. Nóvoa (Ed.), Os professores e a sua formação (pp. 13–33). Dom Quixote.

Pimenta, S. G. (1997). Formação de professores-saberes da docência e identidade do professor. Revista da Faculdade de Educação, 22(2). https://revistas.usp.br/rfe/article/view/33579

Quadros, A. L., Carvalho-da-Silva, D., Silva, F. C., Andrade, F. P., Aleme, H. G., & Oliveira, S. R. (2011). Percepção dos pós-graduandos em Química da Universidade Federal de Minas Gerais sobre a própria formação docente. Química Nova, 34(5), 893–898. https://doi.org/10.1590/S0100-40422011000500029 DOI: https://doi.org/10.1590/S0100-40422011000500029

Quadros, A. L., Martins, D. C. S., Silva, F. C., Andrade, F. P., Silva, G. F., Aleme, H. G., Tristão, J. C., Santos, L. J., & Oliveira, S. R. (2017). As concepções sobre a docência em Química de estudantes de um programa de Pós-Graduação. Revista Brasileira de Pós-Graduação, 14, 1–21. https://doi.org/10.21713/2358-2332.2017.v14.1484 DOI: https://doi.org/10.21713/2358-2332.2017.v14.1484

Queiroz, A. F. (2023). Breve histórico da Pós-Graduação no Brasil: Implicações para uma lógica de produtividade. Ciência & Trópico, 47(2), 41–56. https://doi.org/10.33148/CETROPv47n2(2023)art3 DOI: https://doi.org/10.33148/CETROPv47n2(2023)art3

Santana, W. S., Santana, D. M. S., & Santos, V. C. B. (27–29 de setembro, 2021). A formação inicial e continuada de professores e as relações étnico-raciais: Uma escola complexa. Colóquio Internacional Educação e Contemporaneidade (Vol. XV, n. 4). http://dx.doi.org/10.29380/2021.15.04.31 DOI: https://doi.org/10.29380/2021.15.04.31

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. (2024). Edital PS/SEE/MG nº 4, de 21 de outubro de 2024. https://www.educacao.mg.gov.br/wp-content/uploads/2024/10/EDITAL-PS-SEE-MG-No-4-DE-21-DE-OUTUBRO-DE-2024.pdf

Shiguemoto, C. Y. K., Melo, A. M. M. F., & Silveira, D. (2019). A configuração da formação pedagógica e o estágio em docência nos programas de Pós-Graduação stricto sensu em Química. Brazilian Journal of Development, 5(7), 10750–10769. https://doi.org/10.34117/bjdv5n7-213 DOI: https://doi.org/10.34117/bjdv5n7-213

Shulman, L. S. (1987). Knowledge and teaching: Foundations of the new reform. Harvard Educational Review, 57(1), 1–23. https://doi.org/10.17763/haer.57.1.j463w79r56455411 DOI: https://doi.org/10.17763/haer.57.1.j463w79r56455411

Tardif, M. (2017). Saberes docentes e formação profissional (17ª ed., 3ª reimpressão). Editora Vozes Limitada.

Universidade Federal de Uberlândia. (2020). Resolução nº 3/2020. https://ppgqui.iq.ufu.br/legislacoes/conpep-resolucao-no-3-de-17032020

Universidade Federal de Uberlândia. (2021a). Estágio de Docência | Programa de Pós-graduação em Química. https://ppgqui.iq.ufu.br/disciplinas/estagio-de-docencia-0

Universidade Federal de Uberlândia. (2021b). Metodologia do Ensino Superior | Programa de Pós-graduação em Química. https://ppgqui.iq.ufu.br/disciplinas/metodologia-do-ensino-superior-0

Universidade Federal de Uberlândia. (2022). Resolução CONSUN nº 31, de 18 de março de 2022. Estabelece o Plano Institucional de Desenvolvimento e Expansão - PIDE da Universidade Federal de Uberlândia para os anos de 2022 a 2027. https://proplad.ufu.br/pide/pide-2022-2027

Universidade Federal de Uberlândia. (2023). Programa de Pós-graduação em Química. https://ppgqui.iq.ufu.br/unidades/programa-de-pos-graduacao-em-quimica

Vosgerau, D. S. R., Orlando, E. A., & Meyer, P. (2017). Produtivismo acadêmico e suas repercussões no desenvolvimento profissional de professores universitários. Educação & Sociedade, 38(138), 231–247. https://doi.org/10.1590/ES0101-73302016163514 DOI: https://doi.org/10.1590/es0101-73302016163514

Wassen, J., Pereira, E. M. A., & Balzan, N. C. (2015). Política de avaliação em programas de Pós-Graduação de excelência em educação. Atos de Pesquisa em Educação, 1(10), 215–243. https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/atosdepesquisa/article/view/4576 DOI: https://doi.org/10.7867/1809-0354.2015v1n10p215-243

Zabalza, M. A. (2004). O ensino universitário: Seu cenário e seus protagonistas. Artmed.

Zabalza, M. A. (2006). Competências docentes do professorado universitário, qualidade e desenvolvimento profissional. Narcea.

Published

2025-07-31

Issue

Section

Artigos

How to Cite

(Im)Balances in Teacher Education within a Graduate Program in Chemistry. (2025). Brazilian Journal of Research in Science Education, e58370, 1-27. https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2025u435461