¿Qué Significa Aprender Ciencias en la Educación Primaria y Secundaria?
DOI:
https://doi.org/10.28976/1984-2686rbpec2026u10051031Palabras clave:
Ciencias de la Naturaleza, Concepciones del Aprendizaje, Autorregulación, Enseñanza por Investigación, Educación Básica, BNCCResumen
Investigamos cómo los estudiantes de la educación básica brasileña definen y reconocen su aprendizaje en Ciencias de la Naturaleza, en qué espacios lo sitúan y qué condiciones lo favorecen. Realizamos un estudio cualitativo, con inspiración fenomenográfica, mediante un cuestionario abierto aplicado a 56 estudiantes de una escuela pública de la red estatal de Goiás, Brasil, matriculados en los últimos años de la educación primaria y en la educación secundaria; las respuestas fueron sometidas a análisis de contenido. Surgieron concepciones híbridas: aunque predomina la idea de aprender como dominio de contenidos, se observan indicios de un marco investigativo centrado en explicar fenómenos con evidencias y articular conceptos. Entre los criterios de “saber que aprendió”, destacan explicar con palabras propias, transferir el conocimiento a nuevas situaciones y justificar respuestas. El aprendizaje se describe como distribuido entre el aula, las actividades prácticas y el estudio autónomo; la relectura es frecuente, mientras que las estrategias activas son menos comunes. Los principales facilitadores fueron la explicación clara, la organización del contenido y el espacio para dudas, mientras que los obstáculos incluyeron ruido, indisciplina, cansancio y ritmo acelerado. También se identificó una brecha entre el valor asignado a la asignatura y su aplicación en la vida cotidiana. Concluimos que reducir el desajuste entre lo que los estudiantes reconocen como aprendizaje y lo que practican requiere explicitar criterios de calidad e instaurar rutinas de investigación con revisiones y análisis de errores.
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