Vulnerabilidade programática na saúde:
análise do conceito
DOI:
https://doi.org/10.35699/2316-9389.2022.39021Palavras-chave:
Vulnerabilidade em Saúde, Formação de Conceito, Estudo sobre Vulnerabilidade, Análise de Vulnerabilidade, Saúde, Serviços de SaúdeResumo
Objetivo: analisar, conceitualmente, a vulnerabilidade programática com identificação de seus antecedentes, atributos e consequentes. Método: modelo de análise conceitual segundo metodologia de Walker e Avant. Foram etapas, I. seleção do conceito: vulnerabilidade programática; II. determinação dos objetivos: análise do uso do conceito; III. identificação de usos do conceito: estudo de revisão integrativa (buscou-se a expressão não controlada “programmatic vulnerabilty” nas bases de dados embase, web of science e Medline via pubmed e nos repositórios de artigos Biblioteca Virtual em Saúde e Scielo); IV. determinação dos atributos: análise dos registros da etapa III; V. identificação do caso modelo e casos adicionais: construção com base nos atributos e um caso contrário; VI. identificação de antecedentes e consequentes: painel de dados para elaboração de fenômenos antes e depois da vulnerabilidade programática; VII. referência empíricas: definições operacionais extraídas dos registros. Resultados: 20 registros foram incluídos na análise do conceito. Identificaram-se as variações do termo e os significados mais presentes e caracterizadores da vulnerabilidade programática, sendo a dimensão programática e acesso à saúde as mais frequentes. Foi construído o caso modelo. Os antecedentes, atributos e consequentes foram agrupados em quadro por similitude, no qual referências empíricas do conceito foram indicadas. Conclusão: a vulnerabilidade programática tem elementos discursivos importantes, sendo sua principal característica a falta de consultas disponibilizadas (antecedente), insuficiência/dificuldade no acesso à saúde (atributo) e evolução da doença (consequente).
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