A escuta atenta:
reflexões para a enfermagem no uso do método história de vida
DOI:
https://doi.org/10.35699/gdjp8e50Palavras-chave:
Enfermagem, Entrevista, Pesquisa QualitativaResumo
As relações interpessoais vêm sendo cada vez mais substituídas por espaços virtuais. Ouvir o outro está cada vez mais difícil. O profissional de enfermagem, formado pelo modelo biomédico, tende a priorizar a tecnologia, as situações de maior complexidade e apresentar uma escuta surda, que consiste em ouvir o outro superficialmente. Com este artigo, objetivou-se realizar uma reflexão teórica sobre a importância da escuta atenta ao método história de vida, com o uso da entrevista não estruturada como técnica de coleta de dados para pesquisa qualitativa na enfermagem. A entrevista estruturada e a não estruturada diferenciam-se, ressaltando-se a segunda como capaz de obter dados subjetivos para aprofundar a realidade do sujeito pesquisado. Destaque-se que, no uso da entrevista não estruturada como técnica no método história de vida, o pesquisador deve estabelecer uma relação de confiança com o entrevistado. Concluiu-se que o relato na história de vida fornece um rico material para a apreensão de experiências da dimensão coletiva de grupos sociais, sendo uma ferramenta importante na relação profissional-cliente. A escuta sensível, efetivamente, é uma tecnologia leve de cuidado e torna-se terapêutica nas relações, na assistência e na pesquisa. Como seres humanos, pesquisadores e profissionais da área da Saúde, devemos exercitar algumas virtudes, tais como ouvir e silenciar, sem julgar.
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