A escuta atenta:

reflexões para a enfermagem no uso do método história de vida

Autores

  • Adriana Teixeira Reis Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Faculdade de Enfermagem, Departamento Materno-Infantil. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira - IFF/Fiocruz. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. Tecnologista em Saúde Pública, Doutora, Professora Assistente.
  • Grace Ferreira de Araújo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira - IFF/Fiocruz. Rio de Janeiro, RJ – Brasil; Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Escola de Enfermagem Anna Nery, Programa de Pós-Graduação. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. Tecnologista em Saúde Pública, Doutoranda.
  • Aloir Paschoal Júnior Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Escola de Enfermagem Anna Nery, Curso de Graduação em Enfermagem e Obstetrícia. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. Acadêmico do 8º período, Bolsista Pibic/CNPq.
  • Rosângela da Silva Santos Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Faculdade de Enfermagem, Departamento de Enfermagem Materno-Infantil. Rio de Janeiro, RJ – Brasil. Doutora em Enfermagem, Professora adjunta, Pesquisadora 1C CNPq e Faperj

DOI:

https://doi.org/10.35699/gdjp8e50

Palavras-chave:

Enfermagem, Entrevista, Pesquisa Qualitativa

Resumo

As relações interpessoais vêm sendo cada vez mais substituídas por espaços virtuais. Ouvir o outro está cada vez mais difícil. O profissional de enfermagem, formado pelo modelo biomédico, tende a priorizar a tecnologia, as situações de maior complexidade e apresentar uma escuta surda, que consiste em ouvir o outro superficialmente. Com este artigo, objetivou-se realizar uma reflexão teórica sobre a importância da escuta atenta ao método história de vida, com o uso da entrevista não estruturada como técnica de coleta de dados para pesquisa qualitativa na enfermagem. A entrevista estruturada e a não estruturada diferenciam-se, ressaltando-se a segunda como capaz de obter dados subjetivos para aprofundar a realidade do sujeito pesquisado. Destaque-se que, no uso da entrevista não estruturada como técnica no método história de vida, o pesquisador deve estabelecer uma relação de confiança com o entrevistado. Concluiu-se que o relato na história de vida fornece um rico material para a apreensão de experiências da dimensão coletiva de grupos sociais, sendo uma ferramenta importante na relação profissional-cliente. A escuta sensível, efetivamente, é uma tecnologia leve de cuidado e torna-se terapêutica nas relações, na assistência e na pesquisa. Como seres humanos, pesquisadores e profissionais da área da Saúde, devemos exercitar algumas virtudes, tais como ouvir e silenciar, sem julgar.

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Referências

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Publicado

01-12-2012

Edição

Seção

Reflexão

Como Citar

1.
Reis AT, Araújo GF de, Paschoal Júnior A, Santos R da S. A escuta atenta:: reflexões para a enfermagem no uso do método história de vida. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de dezembro de 2012 [citado 13º de agosto de 2026];16(4). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50267

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