Tratamento ambulatorial de pacientes com ferida cirúrgica abdominal e pélvica
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2011.v15.50420Palavras-chave:
Deiscência da Ferida Operatória, Infecção da Ferida OperatóriaResumo
Apesar dos avanços tecnológicos, pacientes submetidos ao ato anestésico-cirúrgico ainda têm complicações nas feridas operatórias. Essas feridas são classificadas como agudas e realizadas de modo a reduzir os riscos de complicações. Têm tendência à regressão espontânea e completa em um prazo esperado. No entanto, podem se tornar complexas e crônicas quando apresentam complicações no processo de cicatrização. Neste estudo tem-se como objetivos caracterizar os pacientes com ferida cirúrgica abdominal e pélvica tratados no setor de Estomaterapia de um serviço ambulatorial de um hospital em Belo Horizonte e comparar os fatores identificados nos pacientes com os citados na literatura como predisponentes às complicações na ferida cirúrgica. Trata-se de um estudo retrospectivo-descritivo, realizado no ambulatório com amostra de 22 pacientes portadores de ferida cirúrgica abdominal ou pélvica complexa. Houve predomínio de mulheres, idade variando de 22 a 79 anos, com sobrepeso ou obesidade. Todos os pacientes apresentaram deiscência na ferida cirúrgica com infecção associada em 63,6%, mais da metade das lesões apresentou área superior a 20 cm² e a profundidade variou de 0,1 cm a 6,8 cm. A maioria recebeu alta com a ferida curada, em média, após três meses e dez dias de tratamento. Como descrito na literatura, os resultados obtidos confirmaram que o sobrepeso e a obesidade são fatores que contribuem para o desenvolvimento de infecção. Destaque-se, também, que a infecção e a deiscência foram os principais fatores que caracterizaram a ferida cirúrgica complexa.Downloads
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Publicado
01-03-2011
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Pesquisa
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Copyright (c) 2011 Reme: Revista Mineira de Enfermagem

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Como Citar
1.
Carvalho DV, Borges EL. Tratamento ambulatorial de pacientes com ferida cirúrgica abdominal e pélvica. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de março de 2011 [citado 24º de abril de 2026];15(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50420


































