A gente não quer só remédio:
representações de pacientes sobre o cuidado de enfermagem
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2010.v14.50463Palavras-chave:
Enfermagem, Humanização da Assistência, Relações Interpessoais, AmorResumo
O objetivo com este estudo foi apreender as representações sociais de pacientes sobre os conceitos de cuidado e tratamento. Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa cuja técnica empregada foi a livre associação de palavras. Participaram do estudo 45 sujeitos. Os dados foram analisados com o auxílio do software Evoc. Os resultados apontaram que, diante do termo indutor cuidar, emergiram três elementos nucleares: amor, carinho e dar. Diante do termo indutor tratar, surgiramram dois elementos nucleares: doença e tratamento. Considerando as representações sociais dos pacientes sobre os conceitos de cuidar e tratar, os resultados revelam que os pacientes esperam que, no cuidado de enfermagem, o foco central seja a pessoa doente e sua humanidade. Entretanto, fica implícito que esse cuidado não pode prescindir da competência técnica para tratar a pessoa doente. Conclui-se que o paciente demanda um cuidado de enfermagem que alie competência interpessoal e técnica. Desse modo, a expectativa do paciente é de que o cuidado de enfermagem precisa representar mais que um procedimento técnico e deve atender, sobretudo, à subjetividade que permeia os aspectos que levam ao adoecimento, valorizando a integralidade sobre a saúde, a doença e o tratamento
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