Teste do pezinho:
a humanização do cuidado e do profissional
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2010.v14.50495Palavras-chave:
Triagem Neonatal, Humanização da Assistência, Saúde da CriançaResumo
O exame realizado pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) tem por objetivo triar, diagnosticar, tratar e acompanhar doenças congênitas. Preconiza-se apenas uma coleta por recém-nascido (RN), que deverá ser repetida em casos de indícios de positividade de alguma doença. Observa-se em alguns serviços a necessidade de recoleta por outros fatores, como a primeira coleta realizada antes do tempo preconizado, erro na coleta, no acondicionamento ou no tempo de envio das amostras. O objetivo com esta pesquisa foi avaliar o cuidado prestado ao RN e à sua família por meio da coleta de material e registro do "teste do pezinho" em um Hospital Universitário do Paraná. Trata-se de um estudo observacional transversal, cuja população constituiu-se de todos os RNs nascidos de setembro de 2006 a outubro de 2007 no Hospital Universitário de Maringá e os internados que foram triados no período. Os dados de 975 RNs foram triados pelo PNTN, também no período. Nessa amostra, foram incluídos reconvocações para 2ª, 3ª e 4ª coletas, totalizando 110 (11,3%). Dessas, o percentual maior foi no setor Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), 72 (65,5%), seguido por ginecologia obstetrícia 20 (18,2%); semi-intensivo neonatal 11(10%); pediatria 7 (6,3%). O elevado número de 2ª, 3ª e 4ª coletas sem motivo registrado evidencia a necessidade de se repensar a humanização da assistência. Essas recoletas agridem física e emocionalmente o bebê e a família, bem como o profissional de enfermagem, que pode estar necessitando de um treinamento específico, que lhe dará segurança e como consequência estrutura para um cuidado efetivo e humanizado
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Referências
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