Teste do pezinho:

a humanização do cuidado e do profissional

Autores

  • Ellen Dayane Cargnin Pimente Universidade Estadual de Maringá – UEM, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Maringá, PR – Brasil. Enfermeira, Mestranda
  • Geisa do Santos Luz Universidade Estadual de Maringá – UEM, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Maringá, PR – Brasil. Enfermeira, Mestre.
  • Gina Bressan Schiavon Universidade Estadual de Maringá – UEM, Departamento de Medicina. Maringá, PR – Brasil. Médica. Mestre em Ciências da Saúde, Professora.
  • Sandra Marisa Pelloso Universidade Estadual de Maringá – UEM, Departamento de Enfermagem, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Maringá, PR – Brasil. Professora associada
  • Maria Dalva de Barros Carvalho Universidade Estadual de Maringá – UEM, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Maringá, PR – Brasil. Professora associada

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2010.v14.50495

Palavras-chave:

Triagem Neonatal, Humanização da Assistência, Saúde da Criança

Resumo

O exame realizado pelo Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) tem por objetivo triar, diagnosticar, tratar e acompanhar doenças congênitas. Preconiza-se apenas uma coleta por recém-nascido (RN), que deverá ser repetida em casos de indícios de positividade de alguma doença. Observa-se em alguns serviços a necessidade de recoleta por outros fatores, como a primeira coleta realizada antes do tempo preconizado, erro na coleta, no acondicionamento ou no tempo de envio das amostras. O objetivo com esta pesquisa foi avaliar o cuidado prestado ao RN e à sua família por meio da coleta de material e registro do "teste do pezinho" em um Hospital Universitário do Paraná. Trata-se de um estudo observacional transversal, cuja população constituiu-se de todos os RNs nascidos de setembro de 2006 a outubro de 2007 no Hospital Universitário de Maringá e os internados que foram triados no período. Os dados de 975 RNs foram triados pelo PNTN, também no período. Nessa amostra, foram incluídos reconvocações para 2ª, 3ª e 4ª coletas, totalizando 110 (11,3%). Dessas, o percentual maior foi no setor Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), 72 (65,5%), seguido por ginecologia obstetrícia 20 (18,2%); semi-intensivo neonatal 11(10%); pediatria 7 (6,3%). O elevado número de 2ª, 3ª e 4ª coletas sem motivo registrado evidencia a necessidade de se repensar a humanização da assistência. Essas recoletas agridem física e emocionalmente o bebê e a família, bem como o profissional de enfermagem, que pode estar necessitando de um treinamento específico, que lhe dará segurança e como consequência estrutura para um cuidado efetivo e humanizado

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Referências

1. Ministério da Saúde (BR). Portaria GM/MS n° 822/GM de 06/06/2001. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2001.

2. Silva MBGM, Domingos MT, Witting EO. Manual de normas técnicas para coleta do sangue no teste do pezinho. Elaborado pela Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional. Curitiba; 2004.

3. Carvalho MDB, Pelloso SM, Higarashi IH, Luz GS. Cobertura do programa de triagem neonatal em Maringá (PR), 2001 a 2006. Maringá; 2006.

4. Sociedade Brasileira de Triagem Neonatal SBTN. Triagem Neonatal. Anápolis; 2006. [Citado 2007 jul. 12]. Disponível em: http://www.sbtn.org.br.

5. Silva MMBG, Lacerda MR. “Teste do pezinho”: por que coletar na alta hospitalar. Rev Eletrônica Enferm. 2003; 5(2): 50-4.

6. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Assistência à saúde. Coordenação-Geral de Atenção Especializada. Manual de normas técnicas e rotinas operacionais do Programa Nacional de Triagem Neonatal. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2005.

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Publicado

01-03-2010

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Pimente EDC, Luz G do S, Schiavon GB, Pelloso SM, Carvalho MD de B. Teste do pezinho:: a humanização do cuidado e do profissional. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de março de 2010 [citado 16º de outubro de 2026];14(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50495

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