O PAÍS DO CARNAVAL: O REFINADO RISO DA EUTRAPELIA

Autores

  • Júlia Ciasca Brandão

DOI:

https://doi.org/10.35699/2525-8036.2017.5024

Resumo

Este artigo busca compreender o novo significado atribuído ao riso e ao Carnaval pelas autoridades religiosas e civis no século XVII, tendo como objeto de investigação a Utopia, obra homônima à de Thomas Morus, publicada em 1640 e escrita por Jakob Bidermann, jesuíta alemão, dramaturgo e futuro inquisidor da Igreja Católica em Roma. O texto relata a viagem de três amigos para um país imaginário chamado Utopia, onde os habitantes festejam um eterno Carnaval, o caos é institucionalizado, as regras da cultura estão suspensas, os cidadãos andam mascarados, e bebe-se e come-se em demasia. Os viajantes experimentam as terríveis consequências deste “mundo de cabeça para baixo” e as inseguranças de um lugar que vive imerso em vício, vaidade, violência e excesso; descobrem então que o mundo real, se baseado nas virtudes e na moral cristã, e principalmente se guiado pela Igreja Católica, torna-se um lugar muito mais verdadeiro, tranquilo e belo de se viver. Este artigo também discute a escolha do título e o significado de “utopia” concebido pelo texto.

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Publicado

2017-07-28

Como Citar

CIASCA BRANDÃO, J. O PAÍS DO CARNAVAL: O REFINADO RISO DA EUTRAPELIA. Revista de Ciências do Estado, [S. l.], v. 2, n. 1, 2017. DOI: 10.35699/2525-8036.2017.5024. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revice/article/view/5024. Acesso em: 20 jan. 2022.

Edição

Seção

Dossiê