O corpo animal como fronteira
política, afeto e performatividade na relação humano-animal
DOI:
https://doi.org/10.53981/destrocos.v6i2.60729Palavras-chave:
Política multiespécie, performatividade, alteridade animalResumo
Este ensaio propõe uma reflexão crítica sobre o lugar dos animais não humanos na política contemporânea, abordando a tensão entre sua crescente visibilidade como seres sencientes e as lógicas normativas persistentes que os reduzem a objetos de uso humano. A partir de perspectivas filosóficas e ativistas, analisa-se a performance como ferramenta de denúncia pró-animal, problematizando seus alcances e limites quando inscreve o animal dentro de categorias humanas de empatia, afeto ou vitimização. O texto explora a noção de performatividade e sua capacidade de questionar os regimes de reconhecimento corporal que definem o humano e o animal, propondo uma política multiespécie que acolha a alteridade irredutível do animal. Propõe-se, assim, uma ética do encontro que não busca traduzir nem domesticar o outro, mas sustentar a potência transformadora da diferença.
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