v. 6 n. 2 (2025): Animais políticos: animalidade, comunidade e o futuro do corpo político (publicação contínua)
Dossiê especial

O corpo animal como fronteira: política, afeto e performatividade na relação humano-animal

Alejandra Vallejos Carrasco
University of Chile
Biografia
Andrés Gómez Seguel
University of Chile
Biografia

Publicado 12-01-2026

Palavras-chave

  • Política multiespécie,
  • performatividade,
  • alteridade animal

Como Citar

VALLEJOS CARRASCO, Alejandra; GÓMEZ SEGUEL, Andrés. O corpo animal como fronteira: política, afeto e performatividade na relação humano-animal. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 6, n. 2, p. e60729, 2026. DOI: 10.53981/destrocos.v6i2.60729. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/60729. Acesso em: 15 jan. 2026.

Resumo

Este ensaio propõe uma reflexão crítica sobre o lugar dos animais não humanos na política contemporânea, abordando a tensão entre sua crescente visibilidade como seres sencientes e as lógicas normativas persistentes que os reduzem a objetos de uso humano. A partir de perspectivas filosóficas e ativistas, analisa-se a performance como ferramenta de denúncia pró-animal, problematizando seus alcances e limites quando inscreve o animal dentro de categorias humanas de empatia, afeto ou vitimização. O texto explora a noção de performatividade e sua capacidade de questionar os regimes de reconhecimento corporal que definem o humano e o animal, propondo uma política multiespécie que acolha a alteridade irredutível do animal. Propõe-se, assim, uma ética do encontro que não busca traduzir nem domesticar o outro, mas sustentar a potência transformadora da diferença.

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