El uso, el humano e la propiedad

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v6i1.56525

Palabras clave:

uso, humano, propriedad, etica

Resumen

Este artículo aborda tres conceptos utilizados por el filósofo italiano Giorgio Agamben en el proyecto Homo Sacer para explicar cómo se articulan en la ética agambeniana. Según el filósofo, la tradición política ha situado la noción de acción en el centro de sus reflexiones, lo que, según esta perspectiva, ha llevado a una oposición absoluta entre medios y fines, estableciéndose así un círculo vicioso en el que las acciones humanas están irrevocablemente destinadas a cumplir un destino. Por ello, Agamben propone que en la reflexión política se sustituya la acción por el uso. Si es posible definir la ética agambeniana como una ética del uso, este uso no debe confundirse con la utilidad o la instrumentalidad. Es uso puro, lo que implica no sólo una deposición de la utilidad instrumental sino también un desplazamiento de la relación de propiedad.

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Biografía del autor/a

  • Caio Paz, Universidade Federal do Rio de Janeiro

    Caio Paz é doutor em Filosofia pela UFRJ, onde  faz pós-doutorado. Atua com professor de História na Licenciatura e na Educação Básica do Colégio Pedro II.

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Publicado

2025-07-16

Cómo citar

PAZ, Caio. El uso, el humano e la propiedad. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 6, n. 1, p. e56525, 2025. DOI: 10.53981/destrocos.v6i1.56525. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/56525. Acesso em: 29 apr. 2026.

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