Teaching-Research-Extension Indissociability:

Reflections from a Service for Men

Authors

DOI:

https://doi.org/10.35699/2318-2326.2025.60369

Keywords:

Gender violence, Masculinities, Teaching-research-extension indissociability

Abstract

This experience report analyzes how the constitutional principle of indissociability between teaching, research, and extension is materialized in concrete university practices, taking as a case study the continuous extension project “Serviço reflexivo" for men referred by the Specialized Court for Domestic and Family Violence Against Women from the municipality of Rondonópolis-MT (3ª edition) (SER). The objective is to understand how the articulation of these three academic dimensions enhances professional training, knowledge production, and the social impact of public universities. Methodologically, systematic monitoring of reflective groups conducted between 2021 and 2025 was employed. The analysis demonstrates that SER integrates: teaching, through continuous training of facilitators and participation of undergraduate and graduate students; research, through two scientific initiation projects and three master's dissertations; and extension, via direct assistance for men referred by the Specialized Court for Domestic Violence. The results show that indissociability not only enriches each dimension individually, but establishes a cycle in which extension practice feeds research, which qualifies teaching and generates knowledge that feeds back and improves extension itself. It is concluded that projects structured under this principle amplify the transformative role of the university and demonstrates the relevance of institutional policies that foster truly integrated and replicable initiatives in other areas of university action.

Author Biographies

  • Myllena Oliveira Portela, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) | Rondópolis | MT | BR

    Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) e Mestranda no Curso de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR).

  • Samuel Barros Rodrigues, Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) | Rondópolis | MT | BR

    Graduando em Psicologia pela Universidade Federal de Rondonópolis, Mato Grosso. Voluntário de Iniciação Científica, tendo desenvolvido, no ano de 2023, o estudo intitulado “A diferença entre a formação do eu e a noção de su(je)ito na teoria lacaniana” e integrante do Projeto de Extensão: Serviço Reflexivo para homens encaminhados pela Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do município de Rondonópolis-MT.

References

Asetto, M. T. (2003). Competência pedagógica do professor universitário. São Paulo: Summus.

Beauvoir, S. (1970). O segundo sexo. Tradução de Sérgio Milliet. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

Beiras, A. et al. (2019). Grupos reflexivos de gênero com homens: 10 anos de experiência. Florianópolis: UFSC/CFH/NUPP.

Beiras, A.; Nascimento, M. (2017). Homens e violência contra mulheres: pesquisas e intervenções no contexto brasileiro. Rio de Janeiro: Editora Noss.

Brandão, C. R. (2006). A pesquisa participante. 8. ed. São Paulo: Brasiliense.

Brasil. (2006). Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 8 ago. www.planalto.gov.br

Brasil. (2012). Ministério da Justiça. Departamento Penitenciário Nacional. SERH: Serviços de educação e responsabilização de homens autores de violência doméstica contra mulheres. Brasília: Ministério da Justiça.

Butler, J. (2003). Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Cerqueira, D. et al. (2021). Atlas da Violência 2021. Brasília: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Chauí, M. (1999). A universidade pública sob nova perspectiva. São Paulo: Cortez.

Connell, R. (2005). Masculinidades. Tradução de Pedro F. Maia. Rio de Janeiro: Editora FGV.

Connell, R. W.; Messerschmidt, J. W. Masculinidade hegemônica: repensando o conceito. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 21, n. 1, p. 241-282, jan./abr. 2013. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2013000100014

Conselho Federal DE Psicologia (CFP). (1999). Resolução CFP nº 001/1999, de 23 de março de 1999. Estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. Brasília, DF: CFP.

Forproex - Fórum De Pró-reitores De Extensão Das Universidades Públicas Brasileiras. (2012). Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus: FORPROEX.

Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra.

Freire, P. (1987). Pedagogia do oprimido. 17. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

Gergen, K. J. (2009). O movimento do construcionismo social na psicologia moderna. Revista Internacional Interdisciplinar INTERthesis, Florianópolis, v. 6, n. 1, p. 299-325, jan./jul. https://doi.org/10.5007/1807-1384.2009v6n1p299

Gil, A. C. (2008). Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas.

Jezine, E. (2006). A extensão universitária como uma prática social. Revista Conceitos, n. 15, p. 44-52.

Kimmel, M. S. (1998). A produção simultânea de masculinidades hegemônicas e subalternas. Horizontes Antropológicos, v. 4, n. 9, p. 103-117. https://doi.org/10.1590/S0104-71831998000200007

Medrado, B.; Lira, F. (2008). Violência de gênero contra as mulheres: a abordagem psicossocial como alternativa de intervenção. Recife: Instituto PAPAI.

Medrado, B.; Lyra, J. (Org.). (2008). Gênero e saúde: um olhar sobre o homem e suas masculinidades. Recife: Instituto Papai.

Medrado, B.; Lyra, J. (2008). Por uma matriz feminista de gênero para os estudos sobre homens e masculinidades. Estudos Feministas, Florianópolis, v. 16, n. 3, p. 809-840, set./dez. https://doi.org/10.1590/S0104-026X2008000300005

Moita, F. M. G. S. C.; Andrade, F. C. B. (2009). Ensino-pesquisa-extensão: um exercício de indissociabilidade na pós-graduação. Revista Brasileira de Educação, v. 14, n. 41, p. 269-280. https://doi.org/10.1590/S1413-24782009000200006

Nogueira, C. (2001). Contribuições do construcionismo social a uma nova psicologia do gênero. Cadernos de Pesquisa, n. 112, p. 137-153. https://doi.org/10.1590/S0100-15742001000100007

Pichon-Rivière, E. (2009). O processo grupal. 8. ed. São Paulo: Martins Fontes.

Ramos, A. S.; Brusamolin, C.; Strey, M. N. (2017). Homens autores de violência contra mulheres: características psicossociais e desafios de intervenção. Psicologia & Sociedade, Belo Horizonte, v. 29, n. 1, e164475.

Rifiotis, T. et al. (2006). Direitos humanos e violência: desafios da ciência e da prática. Florianópolis: Editora da UFSC.

Saffioti, H. I. B. (2004). Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Fundação Perseu Abramo.

Santos, B. S. (2004). Uma outra universidade é possível. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 26, p. 11-23, maio/ago.

Scott, J. W. (1986). Gender and the Politics of History. New York: Columbia University Press.

Scott, J. W. (1995). Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 71-99, jul./dez. https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721

Spink, M. J. P. (Org.). (1999). Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez.

Spink, M. J. P. (2004). Apresentação da Edição Brasileira. In: GERGEN, Kenneth J. O construcionismo social: um convite. Tradução de Suely Laia. Petrópolis, RJ: Vozes, p. 7-10.

Spink, M. J. P. (2004). Linguagem e produção de sentidos no cotidiano. Porto Alegre: EDIPUCRS.

Spink, M. J. P.; Medrado, B. (2013). Produção de sentidos no cotidiano: uma abordagem teórico-metodológica para análise das práticas discursivas. In: SPINK, Mary Jane (Org.). Práticas discursivas e produção de sentidos no cotidiano: aproximações teóricas e metodológicas. São Paulo: Cortez, p. 22-41.

Toneli, M. J. F. et al. (2010). Atendimento a homens autores de violência contra as mulheres: experiências latino-americanas. Florianópolis: UFSC/CFH/NUPP.

[informação suprimida]

Waiselfisz, J. J. (2015). Mapa da Violência 2015: Homicídio de Mulheres no Brasil. Brasília: FLACSO Brasil.

Zanello, V. (2018). Saúde mental, gênero e dispositivos: cultura e processos de subjetivação. Curitiba: Appris.

Published

2025-11-26

Issue

Section

Artigos

How to Cite

Teaching-Research-Extension Indissociability:: Reflections from a Service for Men. Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, [S. l.], v. 13, p. 1–24, 2025. DOI: 10.35699/2318-2326.2025.60369. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistainterfaces/article/view/60369. Acesso em: 4 feb. 2026.