Os potenciais formativos da Extensão Universitária para a formação de professores/as

uma relação de disputa política, epistemológica e institucional na América Latina

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2318-2326.2026.63481

Palavras-chave:

América Latina, Extensão universitária, Formação docente

Resumo

A Extensão Universitária na América Latina é reconhecida por seu potencial na formação de professores/as, configurando-se como um possível terceiro espaço formativo. Contudo, esse potencial não é automático, pois é atravessado por tensões estruturais e disputas entre projetos societários. Este estudo busca compreender as concepções, tendências e potencialidades da Extensão Universitária no contexto latino-americano para a articulação entre universidade e escola na formação docente. Trata-se de uma revisão sistemática de literatura, de abordagem qualitativa e exploratória, baseada em artigos publicados entre 2015 e 2025. A busca dos dados foi realizada nos portais Redalyc e CAPES, e o material foi analisado por meio de análise temática (Braun & Clarke, 2006). A análise organiza-se em quatro eixos: os modelos de Extensão, situados entre o difusionismo e perspectiva crítica; os ciclos históricos de reconfiguração da Extensão; a autonomia universitária como variável condicionante das práticas; e o potencial formativo para a docência. Conclui-se que a Extensão Universitária na América Latina configura-se como um campo marcado por disputas políticas, epistemológicas e institucionais. Sua potência formativa para professores/as, na criação de terceiros espaços de formação, depende da adoção de modelos críticos e dialógicos e do grau de autonomia institucional necessário para resistir a tendências tecnocráticas e regulatórias.

Biografia do Autor

  • Géssica Braga Brum Bertholdo, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

    Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação Conhecimento e Inclusão Social em Educação, FaE/UFMG; Mestre em Educação Profissional e Tecnológica pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais (2019), licenciada em História pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Santa Marcelina - MG (2014) e licenciada em Pedagogia pela Universidade Estácio de Sá (2023).Possui interesse pelas áreas de Ensino e Extensão, História da Educação, Educação Profissional e Tecnológica e Formação Docente para EPT.Atua como Técnica em Assuntos Educacionais no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, Campus Muriaé. Membro da Comissão Representativa da Sociedade do Plano Decenal Municipal de Educação de Muriaé (2020) e Membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão IF Sudeste MG

  • Cláudia Starling, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

    Professora Adjunta de Didática (UFMG/FaE-DMTE). Atuou como coordenadora do PROMESTRE/ UFMG (Mestrado Profissional em Educação e Docência) - 2023-2025. Integrante do Programa de Pós-graduação Conhecimento e Inclusão Social em Educação (PPGE-FAE). Pós-doutorado pelo programa PNPD/CAPES pela UFMG. Doutora em Educação (FaE/UFMG), com estágio sanduíche na Ohio State University (EUA/2013-2014 - CAPES) Mestre em Educação (FAE/UFMG). Na Educação Básica, experiência na Direção, Coordenação e Docência. Participa dos grupos de pesquisa Didaktikè e GESTRADO (Grupo de Estudos sobre Política Educacional e Trabalho Docente). Líder do Grupo de Pesquisa LapenSi (Laboratório de Pesquisa em Experiências de Formação e Narrativas de Si /UFMG). Desenvolve e orienta pesquisas no campo da Didática, Ensino, Docência, Prática Pedagógica, Formação de Professores, Pesquisa (auto)biográfica e Casos de Ensino como dispositivo de pesquisa-formação. 

  • Pauliane Romano Cirilo, Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG

    Pós-doutoranda (FaE/UFMG). Doutora em Educação (UFMG, 2021) e Mestre em Educação (UFMG, 2012), com graduação em Pedagogia pela UFMG (2008) e em Administração Pública pela UEMG (2023). Professora adjunta na Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCM-MG), onde atua também como subcoordenadora de avaliação. É integrante dos grupos de pesquisa LAPENSi (Laboratório de Pesquisa em Experiências de Formação e Narrativas de Si) e Didaktikè (Grupo de estudos no campo da Didátca), ambos vinculados à UFMG. Atua como editora associada da Revista Docência do Ensino Superior (Qualis A4), tendo exercido o papel de editora-chefe em 2022. Colabora com o GIZ (Diretoria de Inovação e Metodologias de Ensino) da UFMG, desenvolvendo estratégias para o ensino e a inovação no ensino superior. Tem experiência como professora substituta na UFMG (2023-2024) e na UFOP (2019), além de ter sido formadora e tutora em programas de formação docente oferecidos por essas instituições em parceria com o MEC. Na educação básica, coordenou equipes pedagógicas na Rede Municipal de Contagem e trabalhou na formação de gestores escolares por meio de cursos de especialização. Suas áreas de interesse incluem ensino superior, docência universitária, didática, planejamento e avaliação educacional, tecnologias educacionais e políticas públicas na educação. Destaques da trajetória acadêmica e profissional incluem prêmios acadêmicos, publicações em revistas científicas e participação em projetos de inovação pedagógica

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Publicado

2026-10-05

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

Os potenciais formativos da Extensão Universitária para a formação de professores/as: uma relação de disputa política, epistemológica e institucional na América Latina. Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, [S. l.], v. 14, n. 1, p. 1–25, 2026. DOI: 10.35699/2318-2326.2026.63481. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistainterfaces/article/view/63481. Acesso em: 8 out. 2026.