Sobre a dificuldade de nomear a produção do presente: Rancière e Laddaga e os regimes das artes / On the Difficulty of Naming a Production of the Present: Rancière and Laddaga and the Regimes of the Arts

  • Ieda Magri Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Palavras-chave: literatura contemporânea, modernidade, pós-modernidade, contemporâneo, regimes das artes, Rancière, Laddaga, contemporary literature, modernity, postmodernity, contemporary, regimes of the arts.

Resumo

Resumo: Este artigo propõe uma reflexão sobre algumas formas de pensar e nomear a produção artístico-literária do presente a partir do texto “Em que tempo vivemos?” de Jacques Rancière. Assim, buscamos respostas às implicações de se pensar o tempo em que vivemos como um tempo pós. Um tempo que, para Rancière, precisa ser visto como não-homogêneo, um tempo em que se produz rupturas e intervalos, fazendo deixar de coincidir o tempo global e o tempo individual da pessoa. Para Rancière, o nosso tempo pós, no que diz respeito ao modo de ler a história da arte, ainda é o tempo do Regime Estético, que sucedeu outros dois Regimes, o Ético e o Poético ou Representativo. Reinaldo Laddaga, argentino radicado nos EUA, discorda de Rancière e vê ruptura onde este vê continuidade. Assim, para Laddaga, depois do Regime Estético, teríamos entrado no que ele chama de Regime Prático das Artes. Essa discussão nos faz ver o que esses termos representam em contraposição à ideia de Modernismo e Pós-modernismo.

Palavras-chave: literatura contemporânea; modernidade; pós-modernidade; contemporâneo; regimes das artes; Rancière; Laddaga.

Abstract: We propose a reflection on some ways of thinking and naming artistic-literary production of the present from the text “In what time do we live?”, by Jacques Rancière. Thus, we seek answers to the implications of thinking about the time in which we live as a post time. A time that, for Rancière, must be seen as non-homogeneous, a time in which ruptures and intervals occur, making the global time and individual time not matching once again. For Rancière, our post time, as far as the way of reading art history is concerned, is still the time of the Aesthetic Regime, which succeeded other two Regimes, the Ethical and the Poetic or Representative. Reinaldo Laddaga, an Argentinean who settled in the USA, disagrees with Rancière and sees rupture where he sees continuity. Thus, for Laddaga, after the Aesthetic Regime, we would have entered what he calls the Practical Regime of the Arts. This discussion makes us see what these terms represent in contrast to the idea of Modernism and Postmodernism.

Keywords: contemporary literature; modernity; postmodernity; contemporary; regimes of the arts; Rancière; Laddaga.

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Biografia do Autor

Ieda Magri, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Doutora em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professora adjunta do departamento de Literatura Brasileira e Teoria da Literatura da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Desenvolveu seu Pós doutorado na UFRJ a partir dos mapas de escritores latino-americanos de Roberto Bolaño e sua influência no contexto literário da América Latina. É autora dos romances Ninguém (7Letras, 2016), Olhos de bicho (Rocco, 2013, finalista do Prêmio São Paulo de literatura) e Tinha uma coisa aqui (7Letras, 2007) e do ensaio O nervo exposto: João Antônio, experiência e literatura (Lume, 2013). Organizou, com Paulo Moreira e Saulo Lemos, o e-book Literatura e crítica contemporânea na América Latina.
Publicado
2019-09-30
Como Citar
Magri, I. (2019). Sobre a dificuldade de nomear a produção do presente: Rancière e Laddaga e os regimes das artes / On the Difficulty of Naming a Production of the Present: Rancière and Laddaga and the Regimes of the Arts. Aletria: Revista De Estudos De Literatura, 29(3), 229-248. https://doi.org/10.17851/2317-2096.29.3.229-248
Seção
Dossiê – Teoria e Crítica Literária no Tempo Presente