O apogeu e a decadência do teatro clássico
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.61796Palavras-chave:
classicismo, razão, poética, tragédia, comédiaResumo
O teatro clássico dominou a cena europeia por 300 anos. Ele conheceu seu apogeu na França durante o reinado de Luís XIV. Na verdade, as tragédias de Corneille e de Racine, assim como as comédias de Molière, são o que de importante e de relevante resta hoje em dia dessa outrora glorificada dramaturgia. O autor propõe uma reflexão sobre as regras que orientaram a produção de peças no período final do Classicismo e procura mostrar como a rigidez de suas aplicações provocou sua decadência, tanto na França como na Itália e na Alemanha. Através do estudo de autores coevos, tais quais Voltaire, Beaumarchais e Boileau; e de comentadores do porte de Ernest Cassirer, Isaiah Berlin e Anatol Rosenfeld, o autor tenta reviver as ideias que embasaram o apogeu e a decadência do teatro clássico. O artigo procura expandir os estudos em uma área atualmente pouco explorada no campo literário: a dramaturgia.
Downloads
Referências
BEAUMARCHAIS, Pierre. Ensaio sobre o gênero dramático sério. In: BORIE, Monique; ROUGEMONT, Martine de; SCHERER, Jacques. Estética teatral: textos de Platão a Brecht. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. p. 211-215.
BERLIN, Isaiah. Vico e Herder. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1982.
BOESCH, Bruno (org.). História da literatura alemã. São Paulo: Editora Herder/Edusp, 1967.
BOILEAU-DESPRÉAUX, Nicolas. A arte poética. Introdução, tradução e notas de Célia Berrettini. São Paulo: Editora Perspectiva, 1979. (versão em prosa).
BORIE, Monique; ROUGEMONT, Martine de; SCHERER, Jacques Scherer (seleção e apresentação). Estética teatral: textos de Platão a Brecht. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996.
CARLSON, Marvin. Teorias do teatro: estudo histórico-crítico dos gregos à atualidade. São Paulo: Fundação Editora da Unesp, 1997.
CASSIRER, Ernest. A filosofia do Iluminismo. 2. ed. Campinas: Editora da Unicamp, 1994.
CECCHI, Emilio; SAPEGNO, Natalino (org.). Storia della Letteratura Italiana, volume settimo, L’Ottocento. Milano: Aldo Garzanti Editore, 1976. (ristampa).
DA PONTE, Lorenzo. Memórias. Tradução de Vera Horn. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1998.
DIDEROT, Denis. Discurso sobre a poesia dramática. Tradução, apresentação e notas de L. F. Franklin de Matos. São Paulo: Editora Brasiliense, 1986.
FARIA, João Roberto. A dramaturgia do Classicismo. In: GUINSBURG, Jacob (org.). O Classicismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999. p. 139-174.
FELÍCIO, Vera Lúcia. A razão clássica. In: GUINSBURG, Jacob (org.). O Classicismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999. p. 19-52.
GASSNER, John. Mestres do teatro. v. I. São Paulo: Editora Perspectiva/Edusp, 1974.
GOETHE, Johann Wolfgang von. Memórias: poesia e verdade. 2. ed. Tradução de Leonel Vallandro. Brasília: Editora Universidade de Brasília/Hucitec, 1986.
GONÇALVES, Aguinaldo José. O classicismo na literatura europeia. In: GUINSBURG, Jacob (org.). O classicismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999. p. 115-138.
GUINSBURG, Jacob (org.). O Romantismo. São Paulo: Editora Perspectiva/Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, 1978.
GUINSBURG, Jacob (org.). O Classicismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999.
HATZFELD, Helmut Anthony. Estudos sobre o Barroco. São Paulo: Editora Perspectiva/Edusp, 1988.
HAUSER, Arnold. Maneirismo: a crise da renascença e a origem da arte moderna. São Paulo: Editora Perspectiva/Edusp, 1976.
KOHLSCHMIDT, Werner. Sturm und Drang. In: BOESCH, Bruno (org.). História da literatura alemã. São Paulo: Editora Herder/Edusp, 1967. p. 221-262.
MACCHIA, Giovanni. Origini europee del Romanticismo. In: CECCHI, Emilio; SAPEGNO, Natalino (org.). Storia della Letteratura Italiana, volume settimo L’Ottocento. Milano: Aldo Garzanti Editore, 1976 (ristampa). p. 360-410.
NICASTRO, Guido. Il Teatro nel secondo Settecento. Bari: Editori Laterza, 1981 (seconda ristampa).
PRADO, Décio de Almeida. O teatro romântico: a explosão de 1830. In: GUINSBURG, Jacob (org.). O Romantismo. São Paulo: Editora Perspectiva/Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, 1978. p. 167-184.
ROSENFELD, Anatol. Teatro moderno. São Paulo: Editora Perspectiva/Secretaria da Cultura, Ciência e Tecnologia, 1977.
SILVA, Franklin Leopoldo e. O classicismo em filosofia. In: GUINSBURG, Jacob (org.). O Classicismo. São Paulo: Editora Perspectiva, 1999. p. 87-114.
SILVEIRA, Miroel. Goldoni na França. São Paulo: Istituto Italiano di Cultura/Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro, 1981.
TONELLI, Luigi. Il Teatro Italiano: dalle origini ai giorni nostri. Milano: Editora Modernissima, 1924.
VOLTAIRE. Brutus e outras obras. In: BORIE, Monique; ROUGEMONT, Martine de; SCHERER, Jacques. Estética teatral: textos de Platão a Brecht. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. p. 145-152.
WELLECK, René. A History of Modern Criticism: 1750-1950, volume 1, The Later Eighteenth Century. New Haven: Yale University Press, 1955.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Ivan Leski (Autor)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja The Effect of Open Access).



