Entre o sagrado e o estético
a literatura afrorreligiosa brasileira
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63641Palavras-chave:
literatura afrorreligiosa brasileira, literatura afro-brasileira, CandombléResumo
Este artigo investiga as configurações estéticas, epistemológicas e políticas da Literatura Afrorreligiosa Brasileira, articulando suas relações com o Realismo Animista e a tradição da Literatura Afro-brasileira. A partir da análise de episódios recentes de intolerância religiosa e censura no ambiente escolar, discute-se o estatuto artístico dessas poéticas, frequentemente confundidas com proselitismo. O estudo mobiliza referenciais teóricos e literários para demonstrar como o sagrado afro-brasileiro, quando tematizado literariamente, opera como gesto de resistência de reencantamento do mundo e afirmação identitária. São examinados indicadores textuais, paisagens simbólicas e estratégias discursivas presentes em narrativas de Omo-Oba, de Kiusam de Oliveira. Conclui-se que a literatura afrorreligiosa constitui instrumento fundamental para a promoção da pluralidade, do respeito à alteridade e da formação antirracista no contexto escolar brasileiro.
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