A poética dos vaga-lumes: encantamento, desencantamento e reencantamento em “As margens da alegria”, de Guimarães Rosa
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63689Palavras-chave:
poética dos vaga-lumes, reencantamento, “As margens da alegria”, Guimarães RosaResumo
A partir da dialética do encantamento e do desencantamento do mundo, o presente artigo aborda de que forma ela possibilita seguir os vestígios em direção ao reencantamento que encontra na arte a sua promessa. A esta forma estamos chamando poética dos vaga-lumes. Para esboçar isso, acompanharemos a travessia do personagem protagonista de Rosa no conto “As margens da alegria”, que, ao fazer a travessia da relação encantamento/desencantamento, redescobre o brilho sutil e singelo da alegria, encontrada no modo de fazer-se estória. Diante do sofrimento pelas ruínas do primeiro encantamento, o Menino descortina um novo olhar para o mundo no brilho frágil anunciado quando todas as luzes se apagam e o sentido esvanece: eis a poética dos vaga-lumes.
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