Ogum à beira-mar

encruzilhada, memória, transmissão e resistência

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63694

Palabras clave:

memória, ancestralidade, literatura afro-brasileira, Itamar Vieira Júnior, Eliana Alves Cruz, Jeferson Tenório

Resumen

A florescente produção literária afro-brasileira atual sublinha um elemento importante para a sua construção identitária: o resgate das memórias culturais africanas. Silenciadas e reprimidas por séculos, essas memórias voltaram à tona nos últimos anos, apesar de nunca terem realmente saído dos imaginários coletivos. Para analisar a natureza desses “fluxos e refluxos” (Verger, 2021) entre a literatura afro-brasileira e as referências culturais africanas, estudaremos três obras contemporâneas. Os romances Torto arado (2018), de Itamar Vieira Júnior, e Água de barrela (2018), de Eliana Alves Cruz, permitirão uma discussão sobre a sobrevivência das memórias ligadas às religiões afro-brasileiras, apesar das sucessivas tentativas de apagamento. Em seguida, pensaremos sobre o racismo religioso, com o conto “Ogum à beira-mar”, de Jeferson Tenório. Para isso, a teoria de Sidnei Nogueira sobre a intolerância religiosa (2020) será um ponto de partida fundamental.

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Biografía del autor/a

  • Pauline Champagnat, Universidade Rennes II (UR2) | Rennes Bretanha | Ille-et-Vilaine | FR

    Possui doutorado em Doutorado pela Université de Rennes II (2019). Atualmente é Professora da Agrocampus Ouest. Tem experiência na área de Letras.

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Publicado

2026-10-02

Número

Sección

Dossiê: Literaturas e Espiritualidades

Cómo citar

Champagnat, P. (2026). Ogum à beira-mar: encruzilhada, memória, transmissão e resistência. Aletria: Revista De Estudos De Literatura, 36(3), 30-45. https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.63694