Apresentação
DOI:
https://doi.org/10.35699/2317-2096.2026.64811Resumo
Tanto a tradução automática como a inteligência artificial começaram a se desenvolver como campos de estudos nos anos 1940-1950 do século XX e, há cerca de quatro décadas, ferramentas que permitem ou facilitam a automatização da tradução estão presentes no cotidiano de tradutores, pelo menos em algumas áreas. É o caso, por exemplo, das memórias de tradução e dos corpora paralelos, cujo uso se estabeleceu, respectivamente, na década de 1980 e 1990 (Sofo, 2023). Embora a discussão sobre a relação entre a tradução humana e a tradução da máquina não seja nova, é com o surgimento das redes neurais artificiais e seu uso para construir Modelos de Linguagem de Grande Escala (Large Language Models ou LLMs) que, nos últimos anos, mesmo o campo da tradução literária, mais protegido de profundas inovações tecnológicas, foi impactado pelo uso de inteligência artificial. Não só o alargamento e o fortalecimento da digitalização em vários âmbitos da vida contemporânea, mas também o amadurecimento de uma geração pronta para se dedicar à atividade nesses novos termos parecem ter abalado definitivamente o equilíbrio desse nicho profissional que se relaciona com um trabalho via de regra pensado como criativo, artístico ou artesanal (Spoturno, 2024).
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Referências
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