TRÊS MUSEUS BRASILEIROS E O ATENDIMENTO ÀS ESCOLAS (1890-1934):
PEDAGOGIUM, MUSEU DO IPIRANGA, MUSEU NACIONAL
Palavras-chave:
educação em museus, ensino em museus, história do ensino das ciências, história dos museus.Resumo
Em diferentes definições sobre museu ao longo do tempo, é possível constatar a sua função educadora, mesmo porque o ato de expor coleções já tem intrínseca a intencionalidade de educar os seus visitantes. Este artigo pretende fazer uma reflexão sobre este caráter histórico, educativo, dos museus. No caso, procura apresentar um debate sobre diferentes formas de educação do cidadão, privilegiando o atendimento ao público escolar, em finais do século XIX e início do século XX, em três instituições símbolos do período de expansionismo dos museus no Brasil: o Pedagogia (RJ), o Museu do Ipiranga (SP), o Museu Nacional (RJ). Procura investigar como aconteceu esse relacionamento, mostrando que essa ação educativa se formaliza dentro dos limites do caráter do museu e de suas coleções, mas que também está dialogicamente estruturada pelo conhecimento que tem das referências pedagógicas inovadoras, segundo os propósitos educacionais legais. A documentação acompanha as legislações pertinentes à área educacional, aos documentos normativos referentes aos museus, revistas científicas e de divulgação produzidas pelas próprias instituições, relatórios, requerimentos, cartas, catálogos científicos, entre outros. Viu-se que as instituições possuem práticas de atendimento ao público escolar, alinhando-se às determinações educativas e aos preceitos pedagógicos inovadores em cada um dos contextos. Também é possível apontar os limites e as práticas dos responsáveis, mediante a sua função científica ou frente aos desafios simbólicos e políticos específicos a cada uma das instituições estudadas.
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