Martim e o estado provisório com os vegetais em A maçã no escuro, de Clarice Lispector

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17851/1982-0739.32.1.193-215

Palavras-chave:

Clarice Lispector, A maçã no escuro, Vegetais

Resumo

O presente artigo pretende analisar a experiência da personagem Martim com os vegetais no romance A maçã no escuro (1961), de Clarice Lispector (1920-1977). Nessa aproximação com o orgânico, observa-se a suspensão de identidades fixas, o que permite a emergência de uma relação provisória com as plantas. Nesse sentido, o vegetal se configura como um campo de relações rizomáticas, no qual se evidencia um mundo desorganizado, informe e em constante crescimento. Nesse estudo, assim, interpretamos o contato Martim-vegetal como momento que inaugura uma radicalidade no encontro com o Outro em sua singular diferença. Estamos, pois, no campo do devir. Para este trabalho, recorremos aos estudos de Coccia (2018), Deleuze e Guattari (1995), Nascimento (2012, 2019, 2021), Sousa (2012), entre outros.

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Biografia do Autor

  • Fabrício Lemos da Costa, Secretaria de Estado da Educação do Amapá (SEED/AP)

    Doutor em Estudos Linguísticos e Estudos Literários pela Universidade Federal do Pará (2025), Mestre em Letras - Estudos Literários - pela Universidade Federal do Pará (2020), Graduado em Letras - Língua Portuguesa - pela Universidade Federal do Pará (2012).

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Publicado

2026-09-28

Edição

Seção

Estudos Literários

Como Citar

COSTA, Fabrício Lemos da. Martim e o estado provisório com os vegetais em A maçã no escuro, de Clarice Lispector. Em Tese, Belo Horizonte, v. 32, n. 1, p. 193–215, 2026. DOI: 10.17851/1982-0739.32.1.193-215. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/article/view/65988. Acesso em: 29 set. 2026.

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