Um jogo de desvelar e velar

o implícito na poesia de Ana Martins Marques

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.17851/1982-0739.32.1.12-28

Palabras clave:

Poesia brasileira contemporânea, Ana Martins Marques, Implícito, Sedução

Resumen

Este artigo investiga as implicações dos gestos de exibição e ocultamento na poesia de Ana Martins Marques. Com frequência, a poeta narra e descreve cenas de maneira lacunar, deixando implícita parte de suas tramas. Com isso, o leitor é estimulado a imaginar o que não foi dito em relação às recordações e vivências transmitidas pelos poemas, envolvendo-se no ato de cocriar. Contudo, a presença do implícito na poesia de Marques aponta igualmente para uma utilização performativa da linguagem, mais interessada em produzir imagens, que bastam por si mesmas em sua incompletude, do que se alinhar a uma orientação referencial e funcionalmente comunicativa. Desse modo, os lapsos intencionalmente projetados pela poeta adentram a sua experiência estética, dispensando a completude do sentido. Em suma, este estudo examina, de duas formas, o emprego do conteúdo implícito na lírica da poeta, mobilizando formulações referentes à sedução, que consiste precisamente no disfarce e na produção de aparência.

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Biografía del autor/a

  • Pablo Vinícius Nunes Garcia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

    Doutorando em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Maria Esther Maciel. Mestre em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas (2023). Bacharel em Letras (Estudos Literários) pela Universidade Federal de Ouro Preto (2022).

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Publicado

2026-09-28

Número

Sección

Estudos Literários

Cómo citar

GARCIA, Pablo Vinícius Nunes. Um jogo de desvelar e velar: o implícito na poesia de Ana Martins Marques. Em Tese, Belo Horizonte, v. 32, n. 1, p. 12–28, 2026. DOI: 10.17851/1982-0739.32.1.12-28. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/article/view/62744. Acesso em: 20 oct. 2026.