De una poética de la ruina a una ética de la supervivencia: una lectura de la obra poesia alguma, de josé g.

uma leitura da obra poesia alguma, de josé g.

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.17851/1982-0739.32.1.131-151

Palabras clave:

poética do resto, ética da sobrevivência, poesia brasileira contemporânea

Resumen

El artículo propone una lectura de poesia alguma, de josé g., tomando la ruina como eje formal, ético y existencial de la obra. La escritura se organiza a partir de cortes, pausas y reapariciones que desplazan tradiciones líricas, épicas y filosóficas hacia el fragmento y lo cotidiano. Este procedimiento surge como una forma de habitar el tiempo tras el agotamiento de las narrativas totalizantes. En este contexto, el trabajo con la biblioteca, la traducción y la memoria literaria reinscribe el pasado bajo el signo del desgaste, convirtiendo los vestigios en un principio de composición y lectura. Lo épico, despojado de monumentalidad, reaparece atravesado por el dolor común, mientras que lo cotidiano se afirma como un campo de atención y de falla en el interior de un canon en ruinas. Al rechazar esencias estables y exponer los límites del lenguaje, la obra elabora una ética de la supervivencia fundada en la escucha y en la permanencia precaria, articulando poesía, pensamiento y experiencia en la contemporaneidad brasileña.

ruina; fragmentación; canon; ética de la supervivencia; poesía brasileña contemporánea.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Biografía del autor/a

  • Aghata Palacio, Universidade Federal do Ceará (UFCE)

    Mestra e Doutoranda em Odontologia do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Federal do Ceará (PPGO-UFC), Departamento de Odontologia Restauradora (DOR), Fortaleza, Ceará, Brasil. 

  • Nataly Pinho, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

    Mestra em Literatura Comparada (UFC) e Professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Departamento de Ensino, Aracati, Brasil

Referencias

AGUILAR, G. Poesia concreta brasileira: as vanguardas na encruzilhada modernista. São Paulo: Edusp, 2005.

ANDRADE, C. D. Alguma poesia. Belo Horizonte: Edições Pindorama, 1930.

ANDRADE, C. D. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002.

BRANDÃO, J. L. Harsíese. São Paulo: Patuá, 2023.

BRANDÃO, J. L. Mais (um) nada. Belo Horizonte: Quixote + Do, 2020.

CAMPOS, A. Invenção: de Arnaut e Raimbaut a Dante e Cavalcanti. São Paulo: Laranja Original, 2022.

COSTA LIMA, L. Mímesis: desafio ao pensamento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000.

DERRIDA, J. Economimesis. In: AGACINSKI, S.; DERRIDA, J. et al. Mimesis des articulations. Paris: Aubier-Flammarion, 1975. p. 55-93.

FOUCAULT, M. A Ordem do Discurso: aula inaugural no Collège de France. Trad. L. F. A. Sampaio. São Paulo: Edições Loyola, 1996.

G., J. poesia alguma. Cotia, SP: Urutau, 2023.

GENETTE, G. Figuras. Trad. I. F. Mantoanelli. São Paulo: Perspectiva, 1972.

HUSSERL, E. Logische Untersuchungen. Tübingen: De Gruyter, 1980. (Bd. 1).

NIETZSCHE, F. A gaia ciência. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

NIETZSCHE, F. Nós, filólogos. Trad. Rafael G. T. da Silva. Prefácio de James I. Porter; posfácio de Pascale Hummel. Araçoiaba da Serra, SP: Mnēma, 2024.

NIETZSCHE, F. O nascimento da tragédia, ou, Os gregos e o pessimismo. Trad. Paulo César de Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

PÍNDARO. Epinícios e Fragmentos. Introdução, tradução e notas de Roosevelt Rocha. Curitiba: Kotter, 2018.

POUND, E. ABC da literatura. São Paulo: Cultrix, 2014.

SARTRE, J.-P. L’Existentialisme est un humanisme. Paris: Les Éditions Nagel, 1966.

SHAKESPEARE, W. Hamlet. Trad. Millôr Fernandes. Porto Alegre: L&PM, 2007.

SILVA, R. G. T. O Evangelho de Homero: por uma outra história dos Estudos Clássicos. Rio de Janeiro: Eduerj, 2025.

SISCAR, M. A cisma da poesia brasileira. Sibila Revista de Poesia e Cultura, v. 8-9, p. 41-60, 2005.

SISCAR, M. De volta ao fim: o fim das vanguardas como questão da poesia contemporânea. Rio de Janeiro: 7Letras, 2016.

SISCAR, M. Poesia e crise: ensaios sobre a “crise da poesia” como topos da modernidade. Campinas: Editora Unicamp, 2010.

VALÉRY, P. Cahiers. Paris: Gallimard, 1973-1974. (Tome II).

ZUMTHOR, P. Introdução à poesia oral. Trad. J. P. Ferreira, M. L. D. Pochat e M. I. de Almeida. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2010.

Publicado

2026-09-28

Número

Sección

Estudos Literários

Cómo citar

PALACIO, Aghata; PINHO, Nataly. De una poética de la ruina a una ética de la supervivencia: una lectura de la obra poesia alguma, de josé g.: uma leitura da obra poesia alguma, de josé g. Em Tese, Belo Horizonte, v. 32, n. 1, p. 131–151, 2026. DOI: 10.17851/1982-0739.32.1.131-151. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/article/view/65396. Acesso em: 22 oct. 2026.